A Seleção Espanhola reescreveu sua história no futebol mundial, conquistando o tão almejado bicampeonato da Copa do Mundo de 2026. Dezesseis anos após a glória inédita na África do Sul, a Fúria levantou a taça novamente, desta vez no MetLife Stadium, nos Estados Unidos, após uma vitória por 1 a 0 sobre a Argentina de Lionel Messi. A campanha invicta de 2026 ecoa a determinação e o talento que marcaram a conquista de 2010, apresentando uma nova safra de heróis para a nação.
A Reconquista do Mundo em 2026: A Campanha Impecável da Fúria
Apesar de chegar aos Estados Unidos, México e Canadá como atual campeã europeia, a Espanha não era vista como a principal favorita ao título. A jornada começou com um tropeço, um empate diante de Cabo Verde, que levantou dúvidas sobre o desempenho da equipe. No entanto, a Fúria rapidamente se recuperou com vitórias sobre Arábia Saudita e Uruguai, garantindo a liderança do Grupo H.
No mata-mata, a Espanha mostrou sua força. Nas oitavas de final, dominou a Áustria com um placar de 3 a 0. Em seguida, em uma repetição do clássico da Península Ibérica de 2010, superou Portugal por 1 a 0 com um gol decisivo no fim do segundo tempo. Nas quartas de final, em duelo diante da Bélgica, a Espanha venceu por 2 a 1 com mais um gol decisivo no segundo tempo, garantindo a classificação para a semifinal. Na semifinal, contra a favorita França, a Espanha surpreendeu ao dominar o jogo e vencer por 2 a 0, com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro, garantindo sua vaga na grande final contra a Argentina, onde Ferran Torres marcou o gol do título.
O Caminho para o Primeiro Título em 2010: Uma Trajetória Inesquecível
Em 2010, a Espanha desembarcou na África do Sul como campeã da Eurocopa e uma das favoritas. No Grupo H, apesar de uma derrota na estreia para a Suíça, a equipe se recuperou com vitórias sobre Honduras e Chile, assegurando a liderança e a vaga na fase eliminatória.
No mata-mata, a Fúria demonstrou resiliência. Nas oitavas, David Villa marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre Portugal. Nas quartas, novamente Villa foi decisivo, marcando no final do segundo tempo para vencer o Paraguai por 1 a 0. Na semifinal, Carles Puyol subiu mais alto para cabecear e garantir a vitória por 1 a 0 contra a Alemanha, levando a Espanha à sua primeira final de Copa do Mundo. O ápice veio na decisão contra a Holanda, quando Andrés Iniesta, na prorrogação, marcou o gol histórico que selou o primeiro título mundial para a Espanha.
Heróis Inesperados: De Villa e Iniesta a Merino e Ferran Torres
Ambas as campanhas foram marcadas pelo surgimento de protagonistas inesperados. Em 2010, David Villa foi o artilheiro e decisivo nas fases eliminatórias, enquanto Carles Puyol e Andrés Iniesta eternizaram seus nomes com gols cruciais na semifinal e na final, respectivamente.
Já em 2026, a história se repetiu com novos rostos. Mikel Merino assumiu um papel semelhante ao de Villa, marcando gols decisivos nas oitavas e quartas de final. Mikel Oyarzabal e Pedro Porro brilharam na semifinal contra a França, garantindo a vaga na decisão. Contudo, o grande herói da final foi Ferran Torres, autor do gol que garantiu o bicampeonato contra a Argentina, solidificando seu lugar na galeria de lendas espanholas.




