A Copa do Mundo de 2026 se aproxima de sua reta final, com apenas seis seleções ainda na disputa pelo cobiçado título. Enquanto a emoção dos jogos finais toma conta, nos bastidores, um fenômeno inédito marca a competição: o recorde de saídas de treinadores. Até o momento, impressionantes 14 comandantes que iniciaram o torneio já encerraram suas passagens pelas equipes nacionais, refletindo um “pente-fino” sem precedentes no futebol de seleções.
Um Recorde de Desligamentos Histórico
O alto número de técnicos que deixaram o cargo durante a Copa do Mundo é alarmante e representa o maior da história do torneio. O recorde anterior, estabelecido em 2018, contabilizava dez desligamentos. Nesta edição, a marca foi superada com folga, e um dos casos mais notáveis foi a demissão de Sabri Lamouchi, da Tunísia, ainda na fase de grupos – um sinal claro da pressão e das expectativas elevadas.
Essas 14 saídas representam quase 30% dos treinadores que começaram a Copa do Mundo na beira do campo, evidenciando a volatilidade e a busca incessante por resultados imediatos no cenário do futebol internacional.
As Saídas Mais Impactantes da Copa 2026
Dentre os 14 desligamentos, cinco casos se destacam pela relevância das seleções envolvidas, pelo tempo de serviço dos técnicos ou pelas circunstâncias de suas partidas:
- Marcelo Bielsa (Uruguai): O renomado técnico argentino, conhecido por sua filosofia única, havia anunciado sua saída do Uruguai antes mesmo do início do Mundial. Apesar da expectativa, seu ciclo foi marcado por problemas de relacionamento com os jogadores e culminou em uma eliminação precoce na fase de grupos. Após a derrota, Bielsa teria confidenciado aos seus comandados que se sentia “deixado sozinho”.
- Julian Nagelsmann (Alemanha): Aos 38 anos, Julian Nagelsmann tinha a missão de reerguer a Alemanha após campanhas decepcionantes em 2018 e 2022. Embora tenha conseguido avançar da primeira fase, a eliminação nos pênaltis para o Paraguai na fase seguinte selou seu destino. Nagelsmann pediu demissão após quatro anos no comando, e Jurgen Klopp já surge como forte candidato para assumir a seleção.
- Ronald Koeman (Holanda): Com um segundo ciclo à frente da Holanda, Ronald Koeman tinha a expectativa de levar a “Laranja Mecânica” longe no torneio. No entanto, a equipe caiu de forma surpreendente para Marrocos na Segunda Fase. Após a eliminação, Koeman anunciou sua decisão de deixar o cargo por conta própria, encerrando uma passagem que não atingiu as expectativas.
- Zlatko Dalic (Croácia): A saída de Zlatko Dalic da Croácia é, sem dúvida, a mais impactante. Considerado o maior treinador da história do país, Dalic comandou a seleção por quase nove anos, levando-a à final em 2018 e à semifinal em 2022. Embora sua “última dança” na Copa de 2026 não tenha atendido às expectativas, com a eliminação na Segunda Fase para Portugal, Dalic deixou o cargo ovacionado e como um verdadeiro ídolo nacional.
- Roberto Martínez (Portugal): Após sete anos de sucesso na Bélgica, Roberto Martínez assumiu Portugal com o ambicioso objetivo de conquistar o inédito título mundial. Contudo, a campanha portuguesa ficou muito aquém do esperado, com a eliminação para a Espanha nas oitavas de final. Apesar de um título da Liga das Nações em 2025, o trabalho de Martínez na Copa foi considerado frustrado, e ele anunciou que não renovará seu contrato.
Lista Completa de Treinadores Desligados Durante a Copa 2026
- Sabri Lamouchi (Tunísia)
- Hong Myung-Bo (Coreia do Sul)
- Miroslav Koubek (República Tcheca)
- Steve Clarke (Escócia)
- Marcelo Bielsa (Uruguai)
- Ronald Koeman (Holanda)
- Sebastián Beccacece (Equador)
- Julian Nagelsmann (Alemanha)
- Hervé Renard (Tunísia)
- Roberto Martínez (Portugal)
- Zlatko Dalic (Croácia)
- Carlos Queiroz (Gana)
- Javier Aguirre (México)
- Jamal Sellami (Jordânia)




