Após o vice-campeonato na Copa do Mundo de 2026, disputada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a torcida argentina mergulhou em uma complexa “teoria da conspiração”. Os hermanos, inconformados com a derrota de 1 a 0 para a Espanha na prorrogação, afirmam que o resultado da final já estava previamente decidido em favor da seleção europeia, mesmo com a Argentina não tendo registrado um único chute a gol nos 90 minutos regulamentares.
O movimento conspiracionista ganhou força nas redes sociais e ignora até mesmo as declarações do técnico Lionel Scaloni, que foi taxativo ao afirmar que o revés ocorreu porque “a Espanha foi muito melhor” em campo, rechaçando qualquer insinuação de polêmica ou de interferência externa, como a arbitragem.
As Oito “Provas” da Conspiração Argentina
A tese argentina se apoia em uma série de observações consideradas “provas” pelos torcedores, que vão de detalhes de bastidores a supostas falhas de protocolo. Confira os oito pontos levantados:
- Ausência de Simeone: Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid e figura frequente nas arquibancadas dos jogos da Argentina, não compareceu à final.
- Família de Messi: A família de Lionel Messi, segundo a teoria, não teria ido ao jogo decisivo.
- Perda de Posse de Bola: A Argentina recuperava a bola, apenas para perdê-la novamente quase imediatamente, de forma repetitiva.
- Substituições Questionáveis: As escolhas de substituições feitas por Lionel Scaloni foram alvo de críticas.
- Expulsão de Enzo Fernández: O meio-campista Enzo Fernández foi expulso após receber dois cartões amarelos considerados “bobos” pelos conspiracionistas.
- Ausência de Javier Milei: O presidente da Argentina, Javier Milei, era aguardado na final de Nova Jersey, mas não apareceu.
- Cucho Romero e Trump: O jogador Cucho Romero não apertou a mão de Donald Trump, ex-presidente dos EUA, durante a cerimônia de premiação aos vice-campeões.
Espanha Bicampeã: Uma Trajetória de Superação
Enquanto a Argentina se via envolta em teorias, a Espanha celebrava seu segundo título mundial. A vitória por 1 a 0, com gol de Ferrán Torres no segundo tempo da prorrogação, coroou uma campanha de superação da “La Roja”.
Apesar de ser a atual campeã europeia, a seleção espanhola não chegou como a principal favorita ao torneio sediado nos Estados Unidos, México e Canadá. A equipe tropeçou na estreia, empatando com Cabo Verde, mas logo se recuperou.
Emendando vitórias sobre Arábia Saudita e Uruguai, a Espanha consolidou a liderança do Grupo H. No mata-mata, a trajetória foi de desafios e triunfos:
- Oitavas de Final: Vitória expressiva de 3 a 0 sobre a Áustria.
- Quartas de Final: Em um duelo tenso, a Espanha superou a Bélgica por 2 a 1, com gol decisivo no segundo tempo, garantindo a vaga na semifinal com destaque para Mikel Merino, autor dos gols decisivos.
- Semifinal: Dominando a França, que era vista como favorita, a Espanha venceu por 2 a 0, com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro, garantindo sua vaga na grande final.
Com a vitória na final contra a Argentina, a Espanha conquistou seu bicampeonato mundial, consolidando seu lugar na história do futebol.



