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Avalanche de Vaias Soterra o Fluminense no Maracanã: 0 a

Avalanche de vaias soterra o fluminense no maracanã: 0 a

Em uma noite que prometia ser o ponto de virada para o Fluminense na Copa Libertadores, o Maracanã se tornou um caldeirão de frustração e vaias. O Tricolor não conseguiu sair do 0 a 0 com o Independiente Rivadavia-ARG, nesta terça-feira (11), no primeiro jogo das oitavas de final, deixando a torcida furiosa e intensificando a pressão sobre jogadores, o técnico Luis Zubeldía e a diretoria.

Apesar de um Maracanã com 28.825 pagantes (31.279 presentes) e uma renda de R$ 1.324.313,50, o futebol apresentado pelo Fluminense foi mais uma vez pobre, culminando em uma trilha sonora de protestos que ecoou do início ao fim da partida.

Domínio Estéril e Primeiras Vaias

Com o apoio massivo da torcida, o Fluminense iniciou o jogo com amplo domínio da posse de bola, chegando a 77% no primeiro tempo. No entanto, essa superioridade numérica não se traduziu em chances claras de gol. O Independiente Rivadavia, por sua vez, mostrou perigo logo aos 4 minutos, quando Salas arriscou de fora da área e obrigou Fábio a fazer uma boa defesa.

O Tricolor respondeu com chutes de média distância, mas Guga e Guilherme Arana não acertaram o alvo. Na reta final da primeira etapa, a pressão aumentou, mas sem efetividade. Aos 41, Soteldo criou a melhor jogada ao deixar Hulk em boa condição, mas o atacante bateu de primeira para fora. Ao apito do intervalo, as primeiras vaias, fortes e claras, já anunciavam o descontentamento da arquibancada.

Rivadavia Cresce e a Trave Salva

Na volta para o segundo tempo, o técnico Zubeldía promoveu mudanças no time, mas foi o Rivadavia quem ditou o ritmo. Logo no primeiro minuto, Fábio operou um “pequeno milagre” ao defender um chute cruzado de Bonifacio. Pouco depois, aos 7, o goleiro tricolor salvou um quase gol contra de Guga. Aos 10 minutos, o Maracanã prendeu a respiração quando Matías Fernández finalizou de fora da área e a bola explodiu na trave, transformando o estádio em uma panela de pressão.

Vaias Atingem Hulk e Cano Entra em Meio à Pressão

Aos 14 minutos, a fúria da torcida se voltou diretamente para Hulk, que cobrou uma falta completamente fora do alvo, gerando uma onda de vaias e o clamor por Cano, que entrou em campo no minuto seguinte. O jogo esfriou em termos de chances, mas a torcida permaneceu “quente”, com vaias a cada passe errado ou tentativa frustrada no ataque.

Apesar das substituições de Zubeldía, o Fluminense não conseguiu reagir. Aos 34, Ganso desviou uma bola para Cano, que finalizou de esquerda e isolou, provocando mais uma chuva de vaias. Nos minutos finais, Savarino ainda tentou um chute de longe, defendido por Bolcato, mas a esperança era mínima.

Desfecho Amargo e Futuro Incerto

Com o apito final, as vaias explodiram de vez, marcando o tropeço tricolor em casa. Uma noite triste para o Fluminense, que agora terá que buscar a classificação para as quartas de final em Mendoza, na Argentina, na próxima terça-feira (18). O empate sem gols obriga o Tricolor a vencer ou empatar com gols para avançar, em um cenário de crise e cobrança máxima.

Ficha Técnica:

FLUMINENSE 0 x 0 INDEPENDIENTE RIVADAVIA-ARG
Copa Libertadores – Oitavas de final
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 11/8/2026, às 19h
Público: 28.825 pagantes (31.279 presentes)
Renda: R$ 1.324.313,50

FLUMINENSE: Fábio; Guga, Ignácio, Thiago Silva e Guilherme Arana* (Renê, 8’/2ºT); Martinelli, Hércules (Lucho Acosta, intervalo) e Nonato (Ganso, 32’/2ºT); Soteldo (Savarino, 32’/2ºT), Hulk (Cano, 15’/2ºT) e Castillo (Canobbio, intervalo). Técnico: Luis Zubeldía.

INDEPENDIENTE RIVADAVIA-ARG: Bolcato; Bonifacio, Villalba (Osella, 32’/2ºT), Studer e Elordi; Leonard Costa (Kevin Vásquez, 19’/2ºT), Bottari, Leonel Bucca (Ríos, 19’/2ºT) e Matías Fernández (Crego, 43’/2ºT); Salas (Vigo, 32’/2ºT) e Álex Arce. Técnico: Alfredo Berti.

Árbitro: Cristian Garay (Chile)
Auxiliares: Jose Retamal e Miguel Rocha (ambos do Chile)
VAR: Fernando Vejar (Chile)

Cartões Amarelos: Ignácio, Nonato (FLU); Leonard Costa (RIV)

*Guilherme Arana substituído pelo protocolo de concussão.

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