O Flamengo encaminhou a contratação do atacante equatoriano Anthony Valencia, de 23 anos, para reforçar seu setor ofensivo nesta janela de transferências. O jogador, que chega do Royal Antwerp, da Bélgica, por aproximadamente 5 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões) por 100% dos seus direitos, preencherá a lacuna deixada pela saída de Gonzalo Plata, vendido recentemente ao Dínamo de Moscou.
Um Talento Promissor com Histórico Preocupante
Apesar do momento atual de destaque, com 13 gols e sete assistências na última temporada pelo clube belga, além de ter sido convocado para a seleção equatoriana que disputará a Copa do Mundo de 2026, o histórico físico de Valencia exige atenção. Desde 2022, o atleta acumulou 583 dias afastado dos gramados devido a lesões, perdendo um total de 80 partidas, conforme dados do portal Transfermarkt.
As Lesões Mais Graves que Marcaram sua Carreira
Entre os problemas físicos, duas lesões se destacam pela gravidade e pelo longo tempo de recuperação. Em fevereiro de 2025, Valencia sofreu uma ruptura do ligamento cruzado do joelho, o que o afastou por 229 dias e o fez perder 24 jogos. Antes disso, em outubro de 2023, uma fratura na fíbula o deixou fora por 161 dias, resultando na perda de 29 partidas. Somadas, essas duas lesões representam 390 dias longe dos campos.
O histórico médico do atacante também inclui três lesões musculares que o tiraram de ação por 169 dias no total, além de um problema físico menor que o impediu de atuar em quatro jogos. Ao todo, foram seis diferentes períodos de afastamento por lesões durante sua passagem pelo futebol belga.
A Aposta do Flamengo e o Desafio da Gestão Física
Apesar do passado de lesões, o momento atual de Anthony Valencia é positivo. Ele se recuperou plenamente da lesão no joelho e conseguiu retomar a sequência de jogos pelo Royal Antwerp, marcando três gols nas três primeiras partidas do Campeonato Belga desta temporada. Para o Flamengo, a contratação representa uma aposta em um jogador jovem, com velocidade e capacidade de atuar pelos lados do campo, características valorizadas pelo clube.
O desafio agora para o departamento médico e a comissão técnica rubro-negra será gerenciar a condição física do atleta, garantindo que ele consiga manter a consistência em campo e evitar que o histórico de lesões se repita no futebol brasileiro, que exige um ritmo intenso e constante dos jogadores.



