João Fonseca, número 27 do mundo, está pronto para o Masters 1000 de Montreal, que começa neste sábado (01), com a expectativa de um possível reencontro com Casper Ruud, o norueguês que foi vítima de sua melhor campanha na temporada. O jovem brasileiro, que se tornou o cabeça de chave 22 do torneio após as desistências de Jannik Sinner, Novak Djokovic e Carlos Alcaraz, terá um bye na primeira rodada e fará sua estreia na segunda-feira (02), contra um tenista vindo do qualifying.
O Caminho de Fonseca em Montreal
O sorteio da chave revelou um percurso desafiador para Fonseca. Para que a revanche contra Ruud se concretize na terceira rodada, o brasileiro precisará superar seu oponente do qualifying – um tipo de confronto em que ele tem um retrospecto favorável de 16 vitórias em 25 jogos na carreira. Ruud, por sua vez, terá que vencer o argentino Juan Manuel Cerundolo ou o sérvio Hamad Medjedovic.
Caso avance, Fonseca pode ainda ter pela frente o americano Ben Shelton, atual campeão do torneio, ou o belga Zizou Bergs nas oitavas de final. Nas quartas, os possíveis adversários incluem o russo Daniil Medvedev ou o tcheco Jakub Mensik, que o eliminou em Roland Garros. Alexander Zverev e o próprio Shelton são apontados como os principais favoritos ao título.
Revanche de Roland Garros?
A possibilidade de enfrentar Casper Ruud novamente é um dos pontos altos da expectativa para Fonseca em Montreal. Foi justamente contra o norueguês que o brasileiro brilhou em Roland Garros, batendo-o nas oitavas de final e alcançando, pela primeira vez na carreira, as quartas de um Grand Slam. Essa vitória marcou um dos momentos mais importantes de sua ascensão no circuito e demonstra o potencial do jovem tenista.
“Quero ser um novo João”
Em entrevista recente ao programa CNN Esportes, Fonseca abordou a constante comparação com Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros e o maior ícone do tênis brasileiro. O tenista de 19 anos revelou que, no início da carreira, sentia um peso maior com essa comparação, mas hoje encara a situação com uma nova perspectiva. “No começo, eu me pressionava um pouco mais, tipo ‘será que vou conseguir fazer como ele fez’, mas atualmente eu penso em fazer minha história. Esse é meu foco, não sinto pressão de ser um novo Guga. Eu quero ser um novo João”, afirmou. Fonseca também fez questão de elogiar o ídolo: “O Guga é um ídolo para o Brasil e pro mundo inteiro, um cara com carisma sensacional. Espero um dia conseguir fazer pelo menos um terço do que ele fez”.
Sonhos e Metas Futuras
Além dos desafios imediatos em Montreal, João Fonseca compartilhou suas ambições para o futuro. “Meus sonhos são ganhar Grand Slam e ser número 1 do mundo. Parece que está perto, mas estamos muito longe ainda, tem muito a ralar e evoluir. Espero, dentro de três a cinco anos, estar lá”, revelou o jovem talento, demonstrando foco e determinação para alcançar o topo do tênis mundial.



