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Acordo entre GDA Luma e Botafogo não garante compra da

Acordo entre gda luma e botafogo não garante compra da

O Botafogo e a GDA Luma, empresa de Gabriel de Alba, firmaram em 5 de junho um “term sheet vinculante” que abriu caminho para a possível entrada do grupo na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Glorioso. Contudo, o documento não estabelece uma obrigação de compra por parte da GDA, mesmo que o clube alvinegro consiga resolver os desafios de sua situação societária. A aquisição das ações, portanto, depende de etapas adicionais.

Detalhes do Acordo e Próximos Passos

O “term sheet” prevê investimentos e define condições específicas para que os aportes financeiros sejam convertidos em capital. Apesar disso, a GDA Luma não está contratualmente obrigada a finalizar a aquisição das ações da SAF. Além do “term sheet”, as partes também formalizaram um empréstimo submetido à recuperação judicial, reforçando que o acordo atual não se trata de um contrato definitivo de aquisição.

Atualmente, a estrutura societária da SAF do Botafogo é composta por 51% das ações detidas pelo social do clube e os 49% restantes pela Eagle Bidco, empresa do ex-controlador John Textor, que foi afastado do poder por decisão de um tribunal arbitral. Uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) está agendada para esta quinta-feira (24) com o objetivo de debater a diluição da participação da Eagle e a emissão de novas ações, medida que facilitaria a entrada da GDA na SAF.

O Interesse da GDA no Botafogo

A GDA é conhecida por sua especialidade em investir em “ativos podres”, um termo que se refere a empresas com dificuldades financeiras, mas que possuem um alto potencial de reestruturação e valorização. Em fevereiro deste ano, antes de seu afastamento, John Textor já havia aprovado um empréstimo de 25 milhões de dólares (equivalente a R$ 124 milhões) junto à GDA, com juros considerados elevados. Esse montante foi crucial para o Botafogo quitar uma dívida com o Atlanta United (EUA) pela aquisição do meia Almada, em junho de 2024, e, assim, sair do “transfer ban” que impedia novas contratações.

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