O atacante Dudu, do Palmeiras, recorreu à Justiça na tentativa de derrubar a condenação que o obriga a pagar R$ 50 mil em indenização à presidente do clube, Leila Pereira. A sentença original foi imposta por danos morais, após o jogador ter usado a expressão “VTNC” nas redes sociais. Em um recurso de 47 páginas, a defesa de Dudu busca contextualizar a postagem e argumenta que o atleta abriu mão de uma indenização de R$ 25 milhões para deixar o clube, conforme noticiado pelo portal “ESPN”.
Entenda a Controvérsia com Leila Pereira
O recurso retoma declarações anteriores de Leila Pereira sobre a saída de Dudu do Alviverde. A presidente afirmou que o atleta teria causado prejuízo ao clube ao recusar, inicialmente, uma proposta de R$ 21 milhões do Cruzeiro. Além disso, Leila declarou publicamente que Dudu havia deixado o time “pela porta dos fundos”, gerando atrito entre as partes.
A Versão de Dudu: Renúncia Financeira e Motivação da Ofensa
A defesa do atacante contesta a narrativa de Leila, afirmando que Dudu não causou prejuízo ao Palmeiras. Pelo contrário, o jogador argumenta ter realizado uma significativa concessão financeira em benefício do clube. Segundo o recurso, a rescisão antecipada dos contratos de trabalho e de exploração de imagem partiu do próprio Palmeiras. Dudu teria aceitado a proposta de encerramento contratual e, adicionalmente, renunciado expressamente a uma indenização compensatória a que teria direito, estimada em aproximadamente R$ 25 milhões. Esse valor, segundo a defesa, é superior à proposta de cerca de R$ 21 milhões apresentada anteriormente pelo Cruzeiro.
Nesse cenário de desavenças, o jogador explica a publicação em que escreveu “me esquece VTNC”. A Justiça considerou que a expressão ultrapassou os limites da liberdade de expressão, resultando na condenação por danos morais. No entanto, os advogados de Dudu sustentam que a sigla surgiu como uma reação às declarações de Leila e às manifestações públicas negativas que o atleta passou a receber, especialmente após permanecer na reserva mesmo com condições físicas para atuar. A defesa argumenta que a manifestação ocorreu dentro de uma controvérsia pública já estabelecida, caracterizando-se como uma sequência de ação e reação, e não como uma agressão gratuita.
Os Pedidos da Defesa na Justiça
No recurso, Dudu também sustenta que a sentença reconheceu a existência de uma provocação anterior e de um conflito entre as partes, mas não analisou esses elementos diante do que a defesa classifica como abuso por parte da presidente do Palmeiras. Por isso, o atleta pede a reforma da decisão e a anulação da indenização de R$ 50 mil.
Além disso, a defesa solicita que o tribunal reconheça cerceamento de defesa e pede a condenação de Leila Pereira pelas declarações proferidas contra o atacante. Caso a obrigação de indenizar seja mantida, Dudu pleiteia a redução do valor fixado pela Justiça, buscando uma revisão da decisão original.



