A Seleção Brasileira se prepara para um novo confronto diante da Austrália, nesta terça-feira (29), em Brisbane, após um jogo chocante na última sexta-feira (25). As partidas têm promovido grandes mudanças táticas sob o comando de Carlo Ancelotti, e uma das mais notáveis é a utilização de Raphinha, atacante do Barcelona, como o camisa 9.
A estratégia do treinador italiano aproveita a excelente fase do jogador na Catalunha, onde se reinventou em uma nova posição: a de centroavante. Originalmente um ponta, Raphinha atuou a maior parte de sua carreira nas beiradas do campo, tanto pela esquerda quanto pela direita. Na temporada passada, já havia se adaptado a uma função de meia-atacante, mostrando sua versatilidade.
A Reinvenção de Raphinha no Barcelona
A saída do lendário goleador polonês Robert Lewandowski para o Chicago Fire (MLS) na última janela de transferências abriu uma lacuna significativa na escalação do Barcelona. O clube, agora treinado pelo alemão Hansi Flick, buscou no mercado a contratação de Julián Álvarez, mas não obteve sucesso. A solução, no entanto, foi encontrada internamente, com Raphinha assumindo a função de centroavante.
O início do jogador na nova posição não poderia ser mais promissor, assumindo a artilharia europeia logo no começo desta temporada. Seu desempenho tem sido tão impactante que muitos fãs chegam a duvidar que ele nunca tenha atuado como camisa 9 antes.
Números Históricos: Raphinha x Lendas Brasileiras
A média de gols de Raphinha em seus primeiros jogos como centroavante é, de fato, surpreendente, superando artilheiros históricos do futebol brasileiro, como Romário e Ronaldo Fenômeno, quando comparados às suas carreiras totais. Veja os números:
- Raphinha (nesta temporada como 9): 8 jogos, 12 gols, média de 1,5 gol por jogo
- Romário (carreira): 961 jogos, 744 gols, média de 0,77 gol por jogo
- Ronaldo (carreira): 615 jogos, 414 gols, média de 0,67 gol por jogo
Brilho no Camp Nou: O Desempenho no Barcelona
Assim como Romário e Ronaldo fizeram em seus auges, Raphinha brilha com a camisa do Barcelona. Recortando apenas as passagens dos dois campeões mundiais pelo clube catalão, o novo centroavante de Hansi Flick ainda leva vantagem em termos de média de gols, destacando o impacto imediato de sua transição:
- Raphinha (nesta temporada como 9): 8 jogos, 12 gols, média de 1,5 gol por jogo
- Romário (Barcelona): 65 jogos, 39 gols, média de 0,6 gol por jogo
- Ronaldo (Barcelona): 49 jogos, 47 gols, média de 0,95 gol por jogo
Raphinha como Opção Crucial para a Seleção Brasileira
Diante desse desempenho avassalador, Raphinha surge como mais uma opção de peso para Ancelotti utilizar como centroavante na Seleção. Na atual relação do time canarinho, apenas Pedro e Endrick são camisas 9 de origem. João Pedro, que também atua na posição desde o início da carreira, havia sido convocado, mas foi cortado por lesão e substituído pelo volante Matheus Martinelli, do Fluminense.
A capacidade de Raphinha de se adaptar e entregar resultados em uma posição tão exigente como a de centroavante, especialmente em um gigante como o Barcelona, o coloca em destaque e reforça sua importância não apenas no clube, mas também no cenário internacional, como uma peça valiosa para as ambições da Seleção Brasileira.





