As eleições deste domingo (4) levaram diversos ex-jogadores de futebol e atletas de outras modalidades para a disputa por cargos políticos em todo o Brasil. Com a apuração dos votos concluída, nomes conhecidos do esporte, como Edmundo, Vanderlei Luxemburgo, Marcelinho Carioca e Leila Barros, tiveram seus destinos nas urnas definidos, com vitórias e derrotas marcando a jornada eleitoral dos ídolos.
O Único Reeleito entre os Destaques
Entre os ex-atletas de maior projeção, o ex-goleiro e ídolo do Grêmio, Danrlei (PSD-RS), foi o único a garantir sua permanência no Congresso Nacional. Com uma trajetória política já consolidada, Danrlei foi reeleito Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul, somando 105.079 votos e assegurando mais um mandato.
Grandes Nomes que Não Conseguiram Vagas
Apesar da popularidade nos gramados e quadras, muitos outros ícones do esporte não obtiveram sucesso nas urnas. No Distrito Federal, a ex-jogadora de vôlei Leila Barros (PDT) buscou uma cadeira no Senado, recebendo 21,25% dos votos válidos (cerca de 686 mil votos), mas terminou a corrida na terceira colocação, atrás de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Também no DF, Marcelinho Carioca (Republicanos), ídolo do Corinthians, não conseguiu uma vaga como deputado distrital, obtendo apenas 0,15% dos votos válidos (aproximadamente 2,4 mil votos), insuficiente para uma das 24 cadeiras da Câmara Legislativa.
No Rio de Janeiro, o ‘Animal’ Edmundo (PSDB), ídolo de Vasco e Palmeiras, candidatou-se a deputado federal, mas seus 35.693 votos não foram suficientes para a eleição. O dirigente Marcos Braz (PSDB), com passagens por Flamengo e Remo, também não alcançou êxito, com 18.289 votos. Em Tocantins, o ‘Profexô’ Vanderlei Luxemburgo (Podemos), ex-técnico da Seleção Brasileira e com passagens por grandes clubes e até no Real Madrid, concorreu ao Senado e ficou em sétimo lugar, com 67.987 votos (4,11%), em uma disputa que elegeria dois por estado.
São Paulo também viu candidaturas de ex-jogadores renomados sem sucesso. O ex-atacante do São Paulo, Luís Fabiano (MDB), obteve 9.611 votos na disputa por uma vaga de deputado federal. Finazzi (MDB), que atuou por Corinthians, Fortaleza e outros clubes, somou apenas 1.069 votos e também não se elegeu.
Outros Atletas em Busca de um Espaço Político
A lista de ex-atletas que tentaram a sorte na política é extensa. Alexandre Kalil (PDT), ex-presidente do Atlético Mineiro e ex-prefeito de Belo Horizonte, candidatou-se ao governo de Minas Gerais, mas recebeu 402.405 votos (3,56%), não avançando na disputa. Donizete Pantera (PL-RJ), ex-atacante de Vasco e Botafogo, buscou uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, com 4.884 votos. O ex-goleiro Sérgio (Solidariedade-SP), ídolo do Palmeiras, concorreu a deputado estadual por São Paulo e obteve 9.565 votos.
Na Bahia, Jean Goleiro (União Brasil), com passagens por Bahia e Cruzeiro, teve 565 votos na disputa por deputado estadual. Já no Rio Grande do Sul, Cleo Hickmann (PDT), ex-jogador com passagens por Internacional e Flamengo, e campeão Pan-Americano em 1979, candidatou-se a deputado federal e somou 412 votos. A maioria desses nomes, apesar da fama no esporte, enfrentou dificuldades para converter a popularidade em votos suficientes para um cargo eletivo.





