O São Paulo vive um momento de turbulência com a demissão de Roger Machado nesta quarta-feira (13), logo após a eliminação da Copa do Brasil para o Juventude. A vaga de técnico no Morumbi reacendeu um antigo desejo da torcida: o retorno de Rogério Ceni. Contudo, o ídolo tricolor enfrenta um cenário de forte pressão no comando do Bahia, culminando em sua própria eliminação no torneio nacional para o Remo, no mesmo dia.
A Dança das Cadeiras no Morumbi
A decisão de desligar Roger Machado veio após a equipe não conseguir avançar na Copa do Brasil, intensificando a crise no clube. Com a posição de técnico em aberto, o São Paulo inicia a busca por um novo comandante, e a voz da torcida já ecoa nas redes sociais, sugerindo nomes e, principalmente, o de Rogério Ceni como uma alternativa para o futuro da equipe paulista.
Ceni Pressionado no Bahia
Longe do Morumbi, Rogério Ceni enfrenta seus próprios desafios. A pressão sobre o treinador no Bahia aumentou drasticamente após a derrota por 2 a 1 para o Remo, no Mangueirão, que selou a eliminação do Esquadrão da Copa do Brasil. Este foi o terceiro revés do time baiano para a equipe paraense nesta temporada, que, ironicamente, ocupa a zona de rebaixamento do Brasileirão. Há alguns jogos, Ceni tem sido alvo de vaias e protestos da torcida baiana, que exige sua saída.
O Clamor da Torcida Tricolor Paulista
Mesmo com a situação delicada de Ceni no Nordeste, a torcida do São Paulo demonstra um carinho especial pelo ídolo. Nas redes sociais, muitos torcedores se manifestaram, citando o ex-goleiro como uma opção aceitável e até desejada para assumir o comando técnico do clube. A ideia de um terceiro retorno de Ceni ao banco de reservas do Morumbi, no entanto, divide opiniões, considerando seu histórico como treinador.
As Duas Passagens de Ceni como Técnico do São Paulo
Rogério Ceni já teve duas oportunidades como técnico do São Paulo. Sua estreia ocorreu em 2017, mas a passagem durou apenas até julho, com 14 vitórias, 11 empates e 10 derrotas em 35 jogos, e o time na zona de rebaixamento. Quase cinco anos depois, em outubro de 2021, ele retornou para uma segunda fase, que se estendeu por um ano e seis meses. Foram 107 partidas, com 50 vitórias, 29 empates e 28 derrotas, até sua demissão em abril de 2023, após uma atuação ruim, apesar da vitória, na Sul-Americana. Seu legado como goleiro artilheiro permanece intocável, mas a carreira como técnico ainda busca a mesma solidez.




