Javier Tebas, presidente da La Liga (o Campeonato Espanhol), não poupou críticas à FIFA e ao seu atual mandatário, Gianni Infantino, dias após a conclusão da Copa do Mundo. Em uma entrevista contundente à Gazzetta dello Sport, Tebas descreveu a entidade como um “sistema podre” e acusou-a de agir em detrimento do futebol.
Acusações de Interesses Próprios e ‘Farsas’
O dirigente espanhol rasgou o verbo ao questionar as motivações da FIFA. “A FIFA faz as coisas como bem entende, para os seus próprios interesses, não para o futebol”, declarou. Ele citou as pausas para hidratação na Copa do Mundo como uma “farsa”, alegando que, diferentemente da La Liga, onde são usadas apenas em caso de calor extremo, no Mundial elas serviram como “pausas para publicidade”. Tebas também mencionou o “caso Balogun” como evidência de que a FIFA age unilateralmente, sem consultar outras partes do futebol e muitas vezes prejudicando o esporte.
Críticas ao Novo Formato da Copa do Mundo
Tebas também expressou forte oposição à proposta da FIFA de expandir a Copa do Mundo para 64 seleções. Para ele, a ideia “não faz sentido” e representa uma ameaça direta às competições nacionais. “Já expressamos nossas preocupações sobre o calendário. E agora eles querem uma Copa do Mundo com 64 seleções. Não faz sentido. O futebol não se resume à Copa do Mundo. São as competições nacionais que sustentam este esporte. Estão DESTRUINDO o futebol, que gera milhares de empregos, por um evento que dura 40 dias e envolve uma minoria de jogadores”, acrescentou.
O Futuro de Infantino na FIFA e o ‘Sistema Podre’
O presidente da La Liga foi ainda mais direto ao se referir a Gianni Infantino. “Acho que o tempo dele (Infantino) acabou. Mas ele tem o apoio do sistema, das federações. Este é o sistema, e é um sistema PODRE na sua essência”, concluiu Tebas, que está à frente da La Liga desde 2013.
A Trajetória e Remuneração de Gianni Infantino
Gianni Infantino, de nacionalidade suíça-italiana, assumiu a presidência da FIFA em fevereiro de 2016, completando este ano uma década na liderança da entidade máxima do futebol. Seu mandato atual se estende até 2027, e ele manifesta o desejo de um novo ciclo. Atualmente, Infantino recebe um salário anual bruto estimado em cerca de 6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 25 milhões), valor que inclui uma base e bônus atrelados a competições organizadas pela FIFA. A Copa do Mundo de 2026, por exemplo, projetou uma arrecadação de cerca de US$ 13 bilhões (aproximadamente R$ 66 bilhões) para a entidade.




