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Defesa do Flamengo: De ponto forte a calcanhar de Aquiles

Defesa do flamengo: de ponto forte a calcanhar de aquiles

A recente goleada sobre o Sampaio Corrêa trouxe alívio e diversos pontos positivos para o Flamengo, como o reencontro de Pedro e Bruno Henrique com as redes, e o destaque de jogadores como Lino e Royal. No entanto, o gol sofrido pela equipe carioca na partida reforçou um alerta que tem sido constante neste início de 2026: a defesa rubro-negra não apresenta a mesma solidez que a consagrou na temporada anterior.

Em 2025, o sistema defensivo era o grande trunfo do trabalho de Filipe Luís, culminando em apenas 27 gols sofridos em 38 rodadas do Brasileirão. Agora, a situação é oposta. O Flamengo sofreu gols em quase todos os jogos, com exceção apenas do clássico contra o Vasco na estreia do elenco principal. Falhas de posicionamento, linha alta sem velocidade para recomposição e a facilidade do adversário em lançar a bola têm sido recorrentes, como visto no gol do Sampaio Corrêa e em lances semelhantes contra o Internacional.

Onde a solidez defensiva se perdeu?

A pergunta sobre a queda de desempenho defensivo é complexa. A segurança da retaguarda em 2025 era fruto de um sistema coletivo, onde todos os setores participavam ativamente. A pressão dos atacantes na saída de bola ou pós-perda, por exemplo, gerava passes errados dos rivais, facilitando a vida dos marcadores. Em 2026, essa engrenagem parece desajustada. A pressão é feita de maneira deficiente, com movimentos desconexos que abrem muitos espaços para o adversário jogar.

Fatores que explicam a fragilidade

Diversos elementos contribuem para a atual fragilidade defensiva. A condição física é um fator crucial; com muitos jogadores abaixo do ideal neste começo de ano, a equipe não consegue manter a intensidade necessária. Consequentemente, meio-campistas, zagueiros e laterais chegam atrasados na cobertura e no combate, criando uma “bola de neve” que culmina em falhas no último terço do campo. Além disso, a má fase de peças fundamentais para o estilo de jogo também é notável. Nomes como Léo Ortiz, Pulgar e até mesmo Alex Sandro, que eram pilares em 2025, têm sido elos fracos no sistema defensivo em 2026.

O caminho para a recuperação

A melhora da condição física e do ritmo de jogo dos atletas é um processo natural, mas que levará tempo. Diante da urgência das competições em andamento, a solução imediata passa pelas escolhas do treinador Filipe Luís. O elenco do Flamengo é qualificado, e mesmo sem a força máxima, os jogadores em campo geralmente superam os adversários. Portanto, priorizar quem está em melhor forma física e pode entregar o que o time precisa no momento é fundamental.

Ritmo de jogo vs. Resultados imediatos

Jogadores como Vitão, Evertton Araújo, Cebolinha, Plata e até mesmo Paquetá (que já está em meio de temporada) poderiam ter mais minutos. Filipe Luís tem argumentado que os atletas ganharão ritmo e forma atuando, uma lógica compreensível. No entanto, as principais competições já estão a todo vapor, e o Flamengo não pode negligenciar os resultados de agora. Não adianta focar apenas na condição física, com um prazo incerto para ajuste, e esquecer que os três pontos de hoje têm o mesmo peso que os da 38ª rodada do Brasileirão.

O próximo jogo contra o Vitória, nesta terça-feira, surge como uma nova oportunidade para o Flamengo buscar a solidez defensiva que, historicamente, tem sido crucial para a conquista de títulos.

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