A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg foi suspensa pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e não poderá participar da etapa de abertura do Circuito Mundial em 2026. A punição se deu após a atleta utilizar uma entrevista oficial para comemorar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, um episódio que gerou repercussão internacional. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Juca Kfouri.
Relembre o Caso: A Comemoração Polêmica
O caso que levou à suspensão ocorreu no final do ano passado, durante o Mundial de Vôlei de Praia disputado na Austrália. Após conquistar a medalha de bronze ao lado de sua parceira Rebecca, Carol Solberg aproveitou o momento da entrevista oficial, ainda na quadra, para manifestar-se politicamente. Na ocasião, a atleta celebrou a prisão de Jair Bolsonaro, que havia acontecido na véspera da partida. A declaração rapidamente ganhou destaque e passou a ser analisada pela cúpula da FIVB.
FIVB Invoca Artigo de “Conduta Antiesportiva”
A decisão da FIVB enquadrou a manifestação de Carol Solberg no Artigo 8.3 do seu Regulamento Disciplinar. Este dispositivo aborda a “conduta antiesportiva”, prevendo sanções para comportamentos considerados ofensivos, de natureza não esportiva ou que possam causar descrédito ao esporte e às instituições organizadoras. Com base nesta norma, a entidade máxima do vôlei decidiu pela suspensão da jogadora.
Impacto da Punição: Fora da Abertura do Circuito Mundial
Na prática, a suspensão impede Carol Solberg de disputar a etapa inaugural do Circuito Mundial de 2026, conhecida como Beach Pro Tour Elite 16. A competição está agendada para acontecer entre os dias 11 e 15 de março, na cidade de João Pessoa, no Brasil. Este evento é de grande importância, pois marca o início da temporada internacional do vôlei de praia e reúne as principais duplas do ranking mundial.
Silêncio das Entidades
Até o momento, a Federação Internacional de Vôlei não emitiu um comunicado oficial detalhando a decisão e os motivos completos da punição. Da mesma forma, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) optou por não se manifestar sobre a sanção aplicada à atleta quando procurada pela imprensa.





