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Do Trauma de Leandro em 1986 à Recusa por Segurança

Do trauma de leandro em 1986 à recusa por segurança

No dia 7 de maio de 1986, a Seleção Brasileira estava prestes a embarcar para o México para a Copa do Mundo, mas um de seus pilares, o lateral-direito Leandro, do Flamengo, surpreendeu a todos ao decidir não viajar. O motivo? O corte de seu amigo e companheiro de clube, Renato Gaúcho. Zico e Júnior, ícones do futebol brasileiro, tentaram em vão convencê-lo a mudar de ideia. Este episódio, marcante na história da Seleção, não foi o único. Com a iminência do anúncio da convocação final de Carlo Ancelotti para a próxima Copa, é tempo de revisitar outros casos de jogadores que, por razões diversas, recusaram a ‘amarelinha’.

Leandro e a lealdade inabalável (1986)

A história de Leandro em 1986 é uma das mais emblemáticas. Após uma saída noturna com Renato Gaúcho em Belo Horizonte, que resultou na violação do toque de recolher imposto pelo técnico Telê Santana, Renato foi cortado da lista final para o Mundial. Leandro, que estava entre os convocados, sentiu-se profundamente abalado e culpado pelo destino do amigo. Em um gesto de lealdade, recusou-se a embarcar para o México no dia da viagem. Nem mesmo as lágrimas de Zico conseguiram fazê-lo mudar de ideia. O Brasil seria eliminado pela França semanas depois, e Leandro não vestiu a camisa na Copa daquele ano.

Julinho Botelho: a ética acima da glória (1958 e 1962)

Julinho Botelho, ídolo da Fiorentina na Itália, teve duas chances de disputar Copas do Mundo, em 1958 e 1962, e recusou ambas. Em 1958, vivendo o auge na Europa, ele não considerou justo tirar o lugar de um jogador que atuava no Brasil, numa época em que poucos brasileiros jogavam no exterior. Chegou a chorar ao enfrentar a Seleção em um amistoso. Em 1962, já no Palmeiras, foi convocado mesmo contundido, mas cedeu sua vaga a Jair da Costa, novamente priorizando o bem-estar da equipe e a justiça com os companheiros.

Mauro Silva e a segurança na Copa América (2001)

Campeão do mundo em 1994 e figura central na Seleção, Mauro Silva surpreendeu ao recusar a convocação de Luiz Felipe Scolari para a Copa América de 2001, na Colômbia. O volante alegou falta de segurança no país, que vivia um período de instabilidade política e social.

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