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Brasil 1 x 1 Marrocos: Teria sido melhor ver o

O empate em 1 a 1 entre Brasil e Marrocos na última partida da Seleção Brasileira reacendeu o debate sobre a estratégia tática da equipe. Para muitos, a performance deixou a desejar, evocando uma comparação com um período glorioso do futebol nacional: a campanha da Copa do Mundo de 1970, eternizada em produções como a minissérie “Brasil 70: A saga do Tri”.

A lição do Tri de 70 e o desafio de Ancelotti

A minissérie da Netflix ilustra a vitoriosa jornada da Seleção de Pelé. Um momento chave é quando o técnico Zagallo, aconselhado sobre a ascensão de Tostão, decide escalá-lo no time titular, mudando o rumo da história. A expectativa é que o futuro técnico da Seleção, Carlo Ancelotti, mesmo com a agenda cheia, possa receber conselhos semelhantes para ajustar a equipe atual, que parece estar “construindo a casa pelo telhado”.

A casa pelo telhado: a defesa exposta

A prioridade em escalar quatro atacantes, buscando o que o futebol brasileiro tem de melhor, pode estar comprometendo a estrutura fundamental. Assim como uma casa precisa de um alicerce sólido, a Seleção necessita de uma defesa confiável e um meio-campo organizado e robusto. Os primeiros 30 minutos contra Marrocos foram um claro exemplo da falta de segurança defensiva. Falhas na marcação desde o ataque deixaram os volantes desguarnecidos, causando pânico entre laterais e zagueiros. Casemiro e Bruno Guimarães, por exemplo, foram expostos e rapidamente amarelados. A improvisação de Ibañez na lateral também se mostrou ineficaz, e é improvável que ele repita a titularidade em breve.

Desorganização no meio-campo e ataque

A solução, segundo a análise, seria abrir mão de um atacante para reforçar o meio-campo, protegendo melhor a defesa. A entrada de um jogador com maior capacidade de marcação, como Paquetá ou Danilo Santos, poderia trazer a segurança que a equipe demonstrou ter quando fez essa alteração durante a partida. Raphinha, que teve uma atuação abaixo do esperado, poderia ser mais útil em uma posição similar à de Vinícius Júnior pela esquerda. Caso contrário, Luiz Henrique poderia ter mais oportunidades. Além disso, se a ideia é organizar a defesa para que os talentos ofensivos decidam, a escalação de Igor Thiago como centroavante é questionável. Endrick, com mais recursos técnicos, parece ser uma opção mais viável, apesar da aparente falta de confiança do treinador em seu ex-comandado do Real Madrid.

Tempo para ajustes e a esperança do torcedor

A má notícia é que a Seleção precisa corrigir seus erros “com o carro andando”, ou seja, com a Copa em andamento. A boa notícia é que, sendo o primeiro jogo, há tempo para remontar a equipe. A esperança é que Ancelotti reavalie suas convicções, seja por iniciativa própria ou por sugestão de seus auxiliares. O torcedor brasileiro anseia por ver a Seleção brilhar em um torneio real e grandioso como a Copa do Mundo, e não apenas se emocionar com uma minissérie fictícia.

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