A ansiedade é palpável para a estreia de diversas seleções na Copa do Mundo de 2026, mas especialmente para aquelas que passaram um longo período afastadas do maior torneio de futebol. Nesta terça-feira (16), às 19h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston, Iraque e Noruega protagonizam um confronto marcante pelo Grupo I, que simboliza o fim de um jejum de décadas para ambos os países e o início de uma nova jornada em busca de glória mundial.
O Fim de um Longo Jejum
Para a Noruega, esta será a quarta participação em Copas, marcando o retorno após a última aparição em 1998. Já o Iraque alcança sua segunda presença no torneio, um feito histórico que encerra um hiato de 40 anos, desde sua única participação anterior em 1986. Ambas as seleções buscam reescrever suas histórias em Mundiais, aproveitando o novo formato com 16 vagas adicionais que ampliou as oportunidades. Dividindo o Grupo I com a favorita França e um forte Senegal, o resultado deste primeiro jogo é crucial. Não vencer pode ser um golpe duro nas aspirações de classificação ao mata-mata, tornando o confronto ainda mais decisivo.
Caminhos Distintos até o Mundial
A jornada iraquiana até a Copa foi notável e cheia de superações. Mesmo com uma troca de treinador em 2025, quando Graham Arnold assumiu o comando de Jesús Casas, a equipe demonstrou resiliência, conquistando a Taça do Golfo e a Kings Cup. A vaga histórica no Mundial foi garantida após uma vitória emocionante sobre a Bolívia na repescagem. Nos amistosos preparatórios finais, o Iraque teve resultados variados e, no mínimo, curiosos: começou com uma vitória sobre Andorra, conseguiu um grande empate com a Espanha, mas a confiança foi abalada por uma derrota para a Venezuela, seleção que sequer se classificou para o Mundial.
Do lado norueguês, o ciclo sob o comando de Stale Solbakken teve um início turbulento com a decepção de ficar fora da Eurocopa. Contudo, a equipe conseguiu uma impressionante virada de chave, mostrando-se impecável em seguida. A seleção garantiu o acesso à prestigiada Liga das Nações A e dominou as Eliminatórias, com um desempenho perfeito de oito vitórias em oito jogos, em um grupo que incluía a tetracampeã mundial Itália. Apesar do forte recado dado na fase qualificatória, os últimos quatro amistosos preparatórios apresentaram um desempenho menos consistente: uma vitória sobre a Suécia (3 a 1), empates com Suíça (0 a 0) e Marrocos (1 (1), e uma derrota para a Holanda (2 a 1).
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