A Federação Italiana de Futebol (FIGC) já iniciou o planejamento para a Copa do Mundo de 2030, com um objetivo primordial: resgatar o prestígio da tetracampeã mundial. Conforme apurado pelo jornal Sky Sports, dirigentes da entidade, sob a liderança dos ícones Paolo Maldini e Leonardo, aceleraram a busca por um novo treinador para a Azzurra após a saída de Gennaro Gattuso. O nome de Pep Guardiola surge como o principal alvo para comandar a tão esperada reformulação, visando encerrar uma sequência de vexames e garantir o retorno da seleção ao palco principal do futebol.
Guardiola no radar para resgatar a Azzurra
Livre no mercado após uma década de sucesso ininterrupto à frente do Manchester City, Pep Guardiola é visto como o técnico ideal para tirar a Itália da profunda crise em que se encontra. O renomado treinador espanhol teve um contato inicial com Maldini e Leonardo no último fim de semana, em Barcelona. O encontro serviu para apresentar os detalhes do ambicioso projeto italiano, que busca convencer o ex-comandante do City a assumir a seleção. A meta é clara: voltar a disputar uma Copa do Mundo após três edições consecutivas sem participação e uma eliminação precoce na fase de grupos em 2014, a última vez que a Azzurra esteve presente.
Embora Guardiola já tenha manifestado publicamente o desejo de treinar uma seleção em algum momento de sua carreira, ele não é o único nome na lista da FIGC para o cargo. Outros candidatos de peso incluem Roberto Mancini, que levou a Itália ao título da Eurocopa 2020, e Andrea Pirlo, um dos maiores meio-campistas da história do futebol mundial, que também possui experiência como treinador.
Paolo Maldini e Leonardo lideram o projeto de reformulação
A chegada de Paolo Maldini como diretor técnico e Leonardo como consultor marca o início de uma nova e crucial era para o futebol italiano. Maldini, lenda viva do Milan e da seleção, com uma carreira impecável que incluiu quatro Copas do Mundo como jogador e 25 anos dedicados ao clube rossonero, traz sua vasta experiência e conhecimento. Leonardo, tetracampeão mundial com o Brasil em 1994, é conhecido por sua competência como dirigente em clubes como PSG e Milan, além de ter atuado como treinador. A dupla tem a missão de implementar uma nova filosofia, reestruturar as categorias de base e traçar uma estratégia de longo prazo para a Azzurra, visando não apenas o retorno aos Mundiais, mas também a construção de um legado duradouro de sucesso.
A profunda crise e os vexames da Itália no cenário mundial
A situação da Itália no cenário do futebol mundial é, no mínimo, preocupante. A seleção tetracampeã não disputa uma Copa do Mundo desde 2014, quando foi eliminada na fase de grupos em uma campanha decepcionante. Desde então, a Azzurra coleciona uma série de vexames em suas tentativas de classificação, com derrotas históricas e dolorosas em jogos decisivos. Em 2018, a Suécia a eliminou. Em 2022, foi a vez da modesta Macedônia do Norte. E para a Copa de 2026, a Bósnia e Herzegovina impediu sua participação, marcando três Mundiais consecutivos de ausência. Some-se a isso as eliminações na primeira fase nas edições de 2010 e 2014, após o memorável título de 2006.
Essa sequência de fracassos ressalta a urgência da reformulação iniciada durante a Copa de 2026 e agora liderada por Maldini e Leonardo. A possível chegada de um técnico do calibre de Pep Guardiola é tratada como o passo mais importante para que a Itália consiga, finalmente, garantir sua classificação para a Copa do Mundo de 2030 e, mais do que isso, resgatar o orgulho e a paixão de seus milhões de torcedores ao redor do mundo.




