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Advogado do Atlético-MG choca STJD ao acusar Kaio Jorge de

Advogado do atlético mg choca stjd ao acusar kaio jorge de

O julgamento de Kaio Jorge no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) foi palco de uma acusação contundente por parte do Atlético-MG. O advogado do clube alvinegro, Rafael Libertuci, não poupou palavras ao classificar o lance envolvendo o atacante do Cruzeiro e o zagueiro Ruan Tressoldi como uma “tentativa de homicídio”. Apesar da gravidade da denúncia, Kaio Jorge recebeu apenas um jogo de suspensão, com a pena convertida em advertência, e está liberado para o clássico decisivo desta terça-feira (01) pela Copa do Brasil, na Arena MRV.

A acusação de “tentativa de homicídio”

Durante sua argumentação, Libertuci criticou veementemente a postura de Kaio Jorge, diferenciando o lance de uma simples “cama de gato”. “O que o Kaio Jorge fez não foi uma cama de gato, foi uma agressão deliberada. Ele olha o jogador e dá uma ombrada nele. Não é uma cama de gato, é uma tentativa de homicídio. É uma bizarrice sem precedentes”, declarou o advogado do Galo.

Ele reforçou a gravidade da situação, sugerindo que Tressoldi “poderia ter morrido”, e questionou a leniência do STJD. “Poderíamos estar falando no banimento do Kaio Jorge, porque o Tressoldi poderia ter morrido. A gente não iria estar falando se iria pegar um ou dois jogos. Se ele continuaria a jogar ou não”, pontuou Libertuci, expressando indignação com a decisão do tribunal.

O lance polêmico com Ruan Tressoldi

A denúncia do Atlético-MG focou na conduta de Kaio Jorge durante o jogo de ida do clássico, ainda no primeiro tempo. No minuto inicial, Ruan Tressoldi subiu para disputar uma bola aérea e foi deslocado por trás pelo atacante celeste, em um movimento que o fez cair de cabeça no gramado. O impacto foi tão forte que o pescoço do zagueiro chegou a virar. O árbitro da partida assinalou apenas a falta, sem aplicar qualquer cartão a Kaio Jorge.

Apesar do susto, Tressoldi permaneceu em campo por mais alguns minutos, mas precisou ser substituído aos 18 minutos após sentir-se mal novamente. O zagueiro foi encaminhado ao hospital, onde exames descartaram lesões graves, mas o episódio gerou grande preocupação entre a comissão técnica e torcedores alvinegros.

Reincidência e o embate no STJD

A defesa atleticana sustentou a acusação de “tentativa de homicídio” com base em um histórico de comportamentos de Kaio Jorge em clássicos anteriores. Segundo Libertuci, o atacante teria repetido ações agressivas contra jogadores do Galo, e o STJD não teria aplicado punições consideradas adequadas pelo clube.

“Temos um atleta reincidente, que no último clássico fez mão de roubo. Pegou também na mão de um atleta nosso que estava com o local lesionado. Ele vem fazendo essas situações em todos os jogos contra o Atlético. A rigidez do STJD vai atingir o Kaio Jorge quando?”, questionou o advogado, mencionando outros episódios.

A sessão do STJD foi marcada por momentos de tensão, incluindo uma interrupção na fala de Libertuci pelo representante do Cruzeiro, Michel Assef, que questionou a manifestação. Após a discussão, o advogado do Atlético retomou suas críticas, enfatizando o cansaço do clube com as atitudes do jogador. “Chega, ninguém aguenta mais todo clássico esse sujeito vir fazer isso. Ele olhou para o Ruan Tressoldi e desferiu uma pancada sem olhar para a bola”, finalizou Libertuci.

Clássico decisivo se aproxima

Apesar da forte polêmica, Kaio Jorge está apto para o confronto que definirá o primeiro semifinalista da Copa do Brasil. Atlético e Cruzeiro se enfrentam nesta terça-feira (01), às 21h, na Arena MRV. O jogo de ida terminou empatado em 1 a 1, o que significa que uma vitória simples garante a vaga para qualquer um dos times. Um novo empate levará a decisão para os pênaltis, adicionando ainda mais drama a um clássico já carregado de rivalidade e agora, acusações graves.

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