O Paris Saint-Germain não começou a Ligue 1 2026/2027 com o pé direito. Fora de casa, o PSG enfrentou o Rennes e viu o rival sair na frente, abrindo 2 a 0 ainda no primeiro tempo. Mesmo com a desvantagem, o atual campeão mostrou poder de reação e contou com uma estreia iluminada de Ferran Torres, que marcou os dois gols e garantiu um ponto fora de casa. Contudo, a atuação esteve longe de agradar ao técnico Luis Enrique, que não escondeu a irritação e classificou o resultado como “desastroso”.
Críticas ao desempenho e ao ritmo da equipe
Em coletiva após o jogo, Luis Enrique detalhou sua insatisfação com a performance, especialmente na primeira etapa. “Foi uma partida muito difícil, porque tivemos muita dificuldade para controlar o Rennes no primeiro tempo. Eles foram bons no contra-ataque e marcaram dois gols”, afirmou o treinador. Ele traçou um paralelo com a Supercopa da França, vencida recentemente, para sublinhar a queda de rendimento. “O jogo contra o Lens foi muito bom. Hoje, não. Houve uma grande diferença de ritmo. Na Ligue 1, você precisa estar mais preparado, mais atento. É a primeira rodada, ainda há espaço para melhorias. Hoje foi um teste muito claro. O resultado foi desastroso”, disparou.
Alerta contra a complacência após títulos
O técnico espanhol também aproveitou a oportunidade para enviar um recado claro ao elenco, visando manter a motivação em alta após duas temporadas de grande sucesso, com dois títulos de Champions League e da Ligue 1. Luis Enrique pediu para que os jogadores não caiam no marasmo e que foquem no futuro, em vez de se prenderem ao passado. “O Paris Saint-Germain não ganhou nada, absolutamente nada. Se você pensar no que já ganhou, vai perceber que não vai ganhar mais nada. É preciso mostrar todos os dias, em cada jogo, em cada treino, que você está pronto”, destacou, buscando evitar qualquer tipo de zona de conforto.
Destaque para Ferran Torres e o impacto do banco
Apesar da frustração geral, Luis Enrique fez questão de valorizar a atuação de Ferran Torres, que foi fundamental para o empate. “Ele não foi mal, foi? Marcou dois gols. Mas estou feliz com todos que entraram em campo em uma partida muito difícil”, disse o técnico, estendendo os elogios aos demais jogadores que vieram do banco. Ele citou a saída de Dembélé no intervalo como uma decisão tática em busca da vitória. “É o futebol. É assim que o futebol funciona. Estamos sempre buscando a vitória, e para vencer sempre, você precisa sair da sua zona de conforto”, concluiu, reforçando a mentalidade de constante superação que espera de seus atletas.



