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Corinthians na Lanterna do Returno: Pior Desempenho que em 2007

Corinthians na lanterna do returno: pior desempenho que em 2007

Após a derrota para o Fluminense, no último domingo (20), na Neo Química Arena, o Corinthians encontra-se em uma situação precária após a 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com apenas dez partidas restantes, a equipe está a somente três pontos da zona de rebaixamento (Z4) e, atualmente, possui um desempenho pior do que tinha nesta mesma fase em 2007, ano em que o clube foi rebaixado pela primeira vez. O longo intervalo para a Data Fifa surge como uma oportunidade crucial para o elenco se reorganizar e se preparar para dez “decisões”, incluindo confrontos diretos e clássicos estaduais, que definirão sua permanência na elite.

Situação Delicada e o Fantasma de 2007

A atual sequência de seis derrotas consecutivas fez com que o time igualasse seu recorde negativo na era dos pontos corridos, registrado 20 anos atrás. Em 2006, o Corinthians perdeu todos os jogos entre a 7ª e a 12ª rodadas, sob o comando de Geninho. Apesar dessa estatística alarmante e das eliminações na Copa do Brasil e Libertadores, a diretoria optou por manter Fernando Diniz, especialmente devido ao apoio dos jogadores ao treinador. “A decisão é pela continuidade. Decisão esta validada pelos jogadores. Os jogadores nos procuraram voluntariamente para dizer que vamos sair juntos dessa. Os jogadores confiam no trabalho”, explicou o diretor executivo Marcelo Paz, em pronunciamento após o jogo contra o Fluminense. Com 32 pontos, o Corinthians ocupa a 14ª colocação. O Grêmio, que abre o Z4, soma 29 pontos, e entre eles estão Mirassol (atrás pelo saldo de gols) e Vasco, este em ascensão com 31 pontos e um jogo a menos contra a lanterna Chapecoense. Após 28 jogos, a pontuação atual do Corinthians é inferior à que o clube possuía nesta mesma altura em 2007, ano de seu único rebaixamento, quando somava um ponto a mais (33). Ou seja, na edição de 19 anos atrás, o aproveitamento da equipe era de 39,29% dos pontos, um pouco melhor que os 38,10% da campanha atual. No entanto, naquela altura, o Timão já estava no 18º lugar, dentro do Z4. O técnico Fernando Diniz lamentou: “Estou frustrado e triste, talvez muito mais do que se possa imaginar. É uma revolta por uma falta de conseguir entender o que está acontecendo, mas trabalhando muito para que as coisas melhorem.”

Lanterna do Returno e Vulnerabilidade em Casa

Em 23 de julho, o Corinthians venceu o Remo por 3 a 0 na Neo Química Arena, encerrando o primeiro turno do Brasileirão na sétima colocação. Com 27 pontos, a equipe estava a apenas três do G5, grupo que se classifica para a Libertadores. Desde então, em nove partidas, o time empatou duas, venceu uma e perdeu seis. O pífio aproveitamento de 18,5% dos pontos nessa sequência explica a debacle alvinegra e a desonrosa lanterna do returno, com apenas cinco pontos. A Chapecoense, pior time da competição, somou quatro pontos a mais que o Timão no período. A mudança da briga na parte de cima da tabela para o risco de rebaixamento teve uma contribuição decisiva da surpreendente vulnerabilidade em casa. Na série de derrotas consecutivas no Brasileirão, quatro foram na Neo Química Arena (contra Cruzeiro, Santos, Chapecoense e Fluminense). Além disso, o revés para o Tricolor carioca registrou uma marca negativa inédita: o Corinthians nunca havia perdido quatro jogos em série no palco inaugurado em 2014 – este recorte inclui a derrota por 1 a 0 para o Estudiantes-ARG, nas quartas de final da Libertadores. A temporada de 2026 também já é aquela em que o clube mais perdeu em Itaquera. Com nove derrotas na Neo Química Arena neste ano, o Corinthians superou o recorde negativo de 2021, quando foram oito reveses. Desse conjunto de maus resultados, seis foram pelo Brasileirão. Não à toa, o Timão só está acima de três clubes na classificação como mandante da competição.

Reta Final: Clássicos e Confrontos Diretos Decisivos

Com 21,4% de probabilidade de rebaixamento, de acordo com o departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Corinthians terá uma caminhada pedregosa na reta final do Brasileirão. Nas dez rodadas finais, serão quatro jogos em casa e seis fora, com dois clássicos estaduais longe de Itaquera e uma série de confrontos diretos. O Timão enfrentará oito dos nove outros clubes que estão na segunda metade da tabela. Devido à longa pausa para a Data Fifa, o Corinthians voltará a campo apenas em 7 de outubro, quando visitará o Internacional, no Beira-Rio. Algoz do Timão na Copa do Brasil, o Colorado é o 18º colocado, com 28 pontos, quatro a menos que os paulistas. Uma derrota no Beira-Rio pode colocar a equipe de Fernando Diniz no Z4, a depender de outros resultados. Para piorar, quatro dias depois, haverá o Dérbi contra o Palmeiras, no Nubank Parque. Assim, serão dias de intensa preparação para esses desafios como forasteiro. O próximo confronto na Neo Química Arena irá acontecer apenas na 31ª rodada, contra o Vitória, outro time envolvido na briga contra o descenso. Em casa, o Timão ainda receberá outros três clubes sob risco: Mirassol, Botafogo e Grêmio. Como visitante, além de Inter e Palmeiras, o Corinthians fará outro clássico, contra o São Paulo, e irá encarar o trio Vasco, Atlético-MG e Remo. Destes, somente o Galo não se encontra no grupo de ameaçados e tem o foco nas copas. Portanto, a reta final da temporada será desafiadora para o clube alvinegro.

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