O Corinthians intensifica a pressão sobre o grupo SAFiel, com quem negocia a possível implementação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no clube. A diretoria corintiana enviou um documento com 105 questionamentos e aguarda as respostas da empresa até esta sexta-feira, conforme explicou o presidente Osmar Stabile.
O processo de avaliação da SAFiel envolveu a elaboração de um extenso questionário, idealizado pelo vice-presidente Armando Mendonça. A iniciativa contou com a participação de representantes do Conselho Deliberativo, Conselho de Orientação (Cori) e Conselho Fiscal, que se reuniram com o grupo para discutir os termos da parceria.
A Espera por 105 Respostas
Durante o encontro, algumas perguntas foram abordadas, mas a maioria ficou pendente, aguardando uma formalização por parte da SAFiel. “Eles ficaram de responder até esta sexta-feira. Nós estamos aguardando essa resposta”, afirmou Stabile em entrevista à Energia 97. O presidente indicou que uma nova reunião será convocada assim que o clube receber as informações solicitadas.
A urgência por clareza reflete a complexidade da transição para um modelo de SAF e a necessidade do Corinthians de garantir transparência e segurança em todas as etapas do processo.
Dívida da Neo Química Arena é Ponto Chave
Um dos pontos mais sensíveis da negociação é a dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal, referente à construção da Neo Química Arena. Osmar Stabile foi enfático ao declarar que assinaria uma proposta vinculante caso a SAFiel se comprometesse a assumir essa obrigação financeira.
A empresa sinalizou positivamente para essa possibilidade e, diante disso, solicitou uma nova reunião com a cúpula corintiana para detalhar os termos. A assunção da dívida da Arena é vista como um passo fundamental para o avanço das conversas e a concretização de um acordo.
Corte de Custos e Desafios Financeiros
Paralelamente às negociações sobre a SAF, o Corinthians mantém uma série de medidas internas para reduzir despesas em diversas áreas. O clube enfrenta transfer bans e outras obrigações financeiras que exigem rigor no controle orçamentário. Stabile ressaltou que, embora ainda não tenha utilizado o limite estatutário de antecipação de receitas, a diretoria não descarta recorrer a esse mecanismo, se necessário.
“O Corinthians precisa fazer um trabalho de redução de custos. Precisamos manter um time competitivo, mas não podemos gastar mais do que arrecadamos. Se for necessário, também vamos recorrer à antecipação de receitas, principalmente para garantir o pagamento de salários e direitos de imagem”, concluiu o presidente, evidenciando a cautela financeira do Timão.




