José Boto, diretor do Flamengo, se tornou alvo de intensa polêmica neste sábado (26) após mencionar Gianluca Prestianni em um evento em Portugal. Ao participar do Portugal Football Summit, Boto listou jogadores da Liga Portuguesa que, em sua visão, “caberiam perfeitamente no Flamengo”, mas a inclusão do nome de Prestianni, envolvido em um incidente de injúria racial contra Vinicius Jr. e já vaiado pela torcida rubro-negra, gerou forte repercussão negativa.
A polêmica menção a Prestianni
A fala de José Boto ocorreu durante um painel onde foi questionado sobre possíveis reforços do futebol português para o Rubro-Negro. Apesar de ressaltar que a prioridade do clube não está na janela de transferências imediata, o diretor citou quatro nomes, entre eles o de Prestianni. A menção ao jogador é particularmente sensível para a torcida flamenguista, que o vaiou intensamente em julho, durante uma partida contra o Benfica. Na ocasião, Prestianni havia sido punido pela UEFA por injúria racial contra o atacante Vini Jr.
Boto expressou seu apreço por diversos atletas: “Gosto muito daquele jogador do Porto com um nome esquisito, o Froholdt. Já o ano passado o segui e gosto bastante dele. Mas acho que há bastante jogadores que podiam, gosto muito do Maxi Araújo, do Sporting, o Prestianni também é um excelente jogador. E depois temos os portugueses, o Tomás Araújo… temos vários jogadores que com certeza, cabiam no Flamengo”, declarou.
Repercussão imediata nas redes sociais
A referência a Prestianni por parte de José Boto rapidamente incendiou as redes sociais. O nome do dirigente figurou entre os mais comentados no X (antigo Twitter) neste sábado, com a maioria das publicações expressando indignação e protesto por parte dos torcedores rubro-negros. Comentários como “Incrível como esse cara só abre a boca pra me irritar” e “espero que em janeiro esse volte pra croacia” ilustram o descontentamento generalizado.
A visão de Boto sobre o mercado e o futebol brasileiro
Em sua fala, Boto também abordou a dificuldade de atrair jogadores portugueses para o Brasil, apesar dos altos salários praticados por aqui. “É difícil, porque o jogador português não vê ainda o Brasil como um país para saírem, não é?”, ponderou. Ele elogiou o Campeonato Brasileiro, classificando-o como “algo único” e sem comparação, e destacou o poderio financeiro de clubes como Flamengo e Palmeiras. “Os salários que se pagam no Brasil, especialmente o Flamengo e o Palmeiras, que são os dois maiores clubes, pagam salários ao nível dos melhores clubes europeus”, finalizou o diretor, ressaltando, contudo, que há uma barreira cultural a ser superada.




