O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, apresentou sua defesa à Justiça, contestando a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que investiga a contratação da empresa Bear Security. Em sua manifestação, Stabile e seus advogados argumentam que o serviço de segurança privada foi uma resposta direta a uma série de ameaças pessoais e familiares.
Ameaças e a Justificativa da Segurança Pessoal
Segundo a defesa, a necessidade de proteção surgiu devido a intimidações relacionadas ao cargo de presidente do clube. Entre os episódios citados, estão a invasão da sala da presidência em 2025 e o recebimento de mensagens com imagens de armas de fogo após a decisão envolvendo o jogador Memphis Depay. A contratação da Bear Security, formalizada em março de 2026, previa seis postos de segurança por 16 horas diárias, com custo mensal de R$ 65 mil, visando garantir a integridade do dirigente e de seus familiares.
Questionamentos do Ministério Público e Pedido de Ressarcimento
O MP-SP, por sua vez, questiona a legalidade da contratação, alegando que a Bear Security não possuía autorização da Polícia Federal para operar nesse tipo de serviço. A denúncia também destaca que o Corinthians seria o único cliente da empresa desde sua fundação. Além disso, o Ministério Público sustenta que os pagamentos à Bear Security teriam começado antes mesmo da formalização do contrato, solicitando o ressarcimento de R$ 721 mil ao clube.
Medidas Cautelares e a Defesa do Mandato
Entre as solicitações do MP-SP contra Osmar Stabile, estão o bloqueio de bens, restrições de acesso ao Corinthians e a suspensão de suas funções institucionais. A defesa, em contrapartida, pediu a rejeição de todas as medidas cautelares ou, alternativamente, que sejam limitadas apenas às testemunhas indicadas no processo. Os advogados argumentam que tais restrições poderiam comprometer o mandato de Stabile e prejudicar o processo eleitoral do Corinthians, que se aproxima.
O caso segue agora sob análise judicial, com a Justiça avaliando as acusações do Ministério Público e os argumentos apresentados pela defesa do presidente corintiano.



