O Atlético teve um recurso negado nesta sexta-feira (2) pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) em relação à cobrança do Southampton, da Inglaterra, pela contratação do zagueiro Lyanco. A decisão mantém a condenação do clube mineiro, que agora terá um prazo limitado para quitar uma dívida de 1,125 milhão de euros (aproximadamente R$ 6,4 milhões na cotação atual) e evitar uma grave punição.
Pagamento Imediato e Risco de Sanção
Com a decisão do CAS, o Atlético deverá efetuar o pagamento do montante ao clube inglês em até 45 dias, contados a partir da data de notificação oficial. O não cumprimento deste prazo acarretará em uma sanção severa: o Galo ficará proibido de registrar novos jogadores por três janelas de transferências, o que impactaria diretamente seu planejamento esportivo. O valor devido será acrescido de juros de 9% ao ano, mas, em uma pequena vitória para o Alvinegro, o CAS acatou o pedido para que esses juros incidam a partir de 22 de agosto de 2025, e não desde uma data anterior, como pleiteado inicialmente pelo Southampton.
O Histórico da Contratação de Lyanco
O imbróglio financeiro tem origem na aquisição de Lyanco pelo Atlético junto ao Southampton. O acordo, avaliado em 5,2 milhões de euros (cerca de R$ 30,4 milhões), previa o pagamento parcelado em cinco vezes, com vencimentos escalonados. A disputa atual gira em torno da terceira dessas parcelas.
A Disputa na FIFA e o Recurso ao CAS
O Southampton acionou a FIFA em outubro de 2023, alegando o atraso no pagamento da terceira parcela, no valor de 1,125 milhão de euros, que havia vencido em julho daquele ano. A entidade máxima do futebol deu ganho de causa ao pleito dos ingleses, determinando o pagamento. Insatisfeito com a decisão, o Atlético recorreu à Corte Arbitral do Esporte, na esperança de reverter ou modificar a sentença, o que não ocorreu em sua totalidade nesta sexta-feira.
Nova Notificação e Dívida Pendente
Além da parcela já julgada, o Atlético enfrenta outra pendência com o Southampton. O clube inglês voltou a notificar o Galo em 19 de janeiro deste ano (2024) sobre o atraso da quarta parcela, de mesmo valor (1,125 milhão de euros), que deveria ter sido quitada no primeiro dia de 2024. Esta nova situação já foi levada à FIFA em março, e a decisão sobre este segundo atraso ainda é aguardada, indicando que o Galo pode ter mais desafios financeiros pela frente relacionados à mesma negociação.





