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A Crise dos Laterais Brasileiros: Causas, Consequências e o Futuro

A crise dos laterais brasileiros: causas, consequências e o futuro

A Ascensão de Laterais Estrangeiros no Futebol Brasileiro

O cenário atual do futebol brasileiro evidencia uma notável ascensão de laterais estrangeiros, com 14 dos 20 clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro contando com pelo menos um em seus elencos. A recente janela de transferências reforçou essa tendência, trazendo nomes como Román Gómez (Bahia), Ángelo Preciado (Atlético-MG) e Pedro Milans (Corinthians), além da consolidação de atletas de destaque como Guillermo Varela (Flamengo) e Joaquín Piquérez (Palmeiras).

Essa proliferação de talentos internacionais contrasta com um período de questionamento sobre a formação e disponibilidade de laterais brasileiros, historicamente reconhecidos pela excelência de lendas como Carlos Alberto, Everaldo, Cafu, Roberto Carlos, Daniel Alves e Marcelo. A situação atual gera incertezas, inclusive para a comissão técnica da Seleção Brasileira, que, sob o comando de Carlo Ancelotti, enfrenta desafios na definição dos titulares para a próxima Copa do Mundo.

Causas: A Saída Precoce para a Europa e a Formação

Uma das principais causas apontadas para a aparente escassez de laterais brasileiros de alto nível é a saída cada vez mais precoce de jovens talentos rumo ao futebol europeu. O jornalista Marcio Dolzan, do portal 'Lance!', observa que 'os clubes estão contratando cada vez mais jogadores estrangeiros, e os jogadores brasileiros estão indo para a Europa cada vez mais cedo (…) A gente pega os laterais muito jovens… ainda não estão prontos'. Essa dinâmica impede o amadurecimento completo dos atletas em solo nacional, contrastando com a trajetória de Cafu, que, ao se transferir para a Europa aos 24 anos, já possuía um vasto currículo de títulos, incluindo Copas Libertadores, Mundiais de Clubes e a Copa do Mundo de 1994.

Adicionalmente, Dolzan ressalta que essa transição precoce expõe os jogadores a 'escolas diferentes' da brasileira, que muitas vezes priorizam o potencial defensivo em detrimento da característica ofensiva que sempre marcou os laterais formados no Brasil, impactando o desenvolvimento completo de suas habilidades.

Consequências: Desafios na Seleção Brasileira e Novas Estratégias

A crise na posição de lateral se reflete diretamente nas dificuldades de Carlo Ancelotti em encontrar as peças ideais para a Seleção Brasileira. Desde sua estreia, o treinador tem testado diversos nomes para as laterais, como Caio Henrique, Alex Sandro e Douglas Santos pela esquerda, e Paulo Henrique, Vanderson, Vitinho e Wesley pela direita.

Diante da carência de opções que unam solidez defensiva e capacidade ofensiva, Ancelotti chegou a escalar o zagueiro Éder Militão na lateral direita, destacando sua atuação em amistosos. O próprio técnico italiano justificou a opção, afirmando: 'É uma opção que podemos usar na Copa do Mundo para dar mais solidez defensiva à equipe'. Essa adaptação, ironicamente resumida por Dolzan como 'o melhor lateral é um zagueiro', sublinha a gravidade da situação e a busca por soluções não convencionais para preencher uma lacuna historicamente preenchida por talentos brasileiros.

O Legado e a Atual Lacuna de Talentos Nacionais

O futebol brasileiro, historicamente berço de laterais lendários como Cafu e Roberto Carlos, enfrenta uma crescente legião de jogadores estrangeiros nessa posição. Atualmente, 14 dos 20 clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro contam com pelo menos um lateral estrangeiro em seus elencos, com a última janela de transferências trazendo nomes como Román Gómez (Bahia), Ángelo Preciado (Atlético-MG) e Pedro Milans (Corinthians). Além da quantidade, muitos desses "forasteiros", como Guillermo Varela (Flamengo) e Joaquín Piquérez (Palmeiras), desempenham papéis fundamentais.

Esse cenário contrasta diretamente com a observação atenta da Seleção Brasileira. O técnico Carlo Ancelotti tem demonstrado publicamente suas dúvidas quanto aos laterais para a próxima Copa do Mundo, evidenciando uma lacuna de talentos nacionais que outrora eram abundantes e de nível mundial. A questão que se impõe é: o que aconteceu com os laterais brasileiros e como reverter essa tendência?

O Declínio do DNA Brasileiro nos Laterais

A tradição de grandes laterais ofensivos faz parte do DNA do futebol brasileiro. Desde Carlos Alberto e Everaldo na Seleção tricampeã de 1970, passando por Cafu e Roberto Carlos no pentacampeonato de 2002, até nomes mais recentes como Daniel Alves e Marcelo, a posição era sinônimo de talento e inovação. Contudo, essa característica distintiva parece cada vez mais ausente nos dias atuais, deixando uma notável carência de craques.

A principal causa apontada por especialistas, como o jornalista Márcio Dolzan do portal 'Lance!', reside na saída precoce de jovens talentos para a Europa. "Os clubes estão contratando cada vez mais jogadores estrangeiros, e os jogadores brasileiros estão indo para a Europa cada vez mais cedo (…) A gente pega os laterais muito jovens… ainda não estão prontos", afirma Dolzan. Ele argumenta que esses atletas são treinados em "escolas diferentes" da brasileira, que priorizam um perfil mais defensivo em detrimento da capacidade ofensiva e criativa historicamente associada aos laterais do Brasil.

Um exemplo claro dessa mudança é a trajetória de Cafu, que chegou à Europa em 1995, aos 24 anos, já consolidado com títulos importantes como Libertadores, Mundial de Clubes e Copa do Mundo. Em contrapartida, Caio Henrique, atualmente no Monaco, fez a transição para o Velho Continente aos 18 anos, ainda em fase de amadurecimento técnico e tático.

O Impacto na Seleção e Soluções Adaptadas

A dificuldade em encontrar laterais de alto nível impacta diretamente a Seleção Brasileira. Carlo Ancelotti, desde sua estreia em junho do ano passado, tem realizado inúmeros testes. No lado esquerdo, utilizou Caio Henrique, Alex Sandro (Flamengo) e Douglas Santos (Zenit). Na direita, foram testados Paulo Henrique (Vasco), Vanderson (Monaco), Vitinho (Botafogo) e Wesley (Roma), sem que nenhum se firmasse como titular absoluto.

A situação é tão crítica que Ancelotti já escalou o zagueiro Éder Militão (Real Madrid) na lateral direita, destacando sua boa atuação na vitória sobre Senegal. O próprio treinador italiano comentou: "É uma opção que podemos usar na Copa do Mundo para dar mais solidez defensiva à equipe." A ironia do cenário é dolorosamente resumida por Márcio Dolzan: "O melhor lateral é um zagueiro", evidenciando a profundidade da crise e a urgência em repensar a formação e retenção de talentos nesta posição vital para o futebol brasileiro.

As Razões por Trás do Êxodo Precoce para a Europa

O futebol brasileiro, historicamente um celeiro de laterais lendários como Cafu e Roberto Carlos, enfrenta atualmente uma transformação significativa. Há um notável crescimento na presença de laterais estrangeiros, com 14 dos 20 clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro tendo ao menos um em seus elencos. Essa realidade contrasta diretamente com as incertezas da Seleção Brasileira, cujo técnico Carlo Ancelotti demonstra dúvidas persistentes sobre as opções disponíveis para as laterais na Copa do Mundo.

A principal razão por trás dessa conjuntura é o êxodo precoce de jovens talentos brasileiros para a Europa. Conforme Marcio Dolzan, jornalista do portal 'Lance!', 'Os clubes estão contratando cada vez mais jogadores estrangeiros, e os jogadores brasileiros estão indo para a Europa cada vez mais cedo (…) A gente pega os laterais muito jovens… ainda não estão prontos'. Essa migração antecipada intercepta o processo de desenvolvimento desses atletas dentro do contexto do futebol nacional.

A Formação Interrompida e a Mudança de Perfil

A saída prematura para o Velho Continente impede que esses jovens laterais atinjam a plena maturação tática e técnica nas 'escolas' brasileiras, que tradicionalmente cultivam um estilo mais ofensivo. Ao serem desenvolvidos em outros mercados, Dolzan observa que eles são treinados em 'escolas diferentes', que frequentemente priorizam o potencial defensivo, alterando o DNA ofensivo que marcou os grandes laterais do Brasil. Essa mudança resulta em um perfil de jogador distinto, muitas vezes menos alinhado com as características históricas do lateral brasileiro.

A disparidade geracional é ilustrada pela comparação de trajetórias: Cafu, por exemplo, chegou à Europa aos 24 anos em 1995, já com uma Copa do Mundo pela Seleção e múltiplos títulos nacionais e internacionais em seu currículo. Em contrapartida, atletas como Caio Henrique fizeram a transição para a Europa com apenas 18 anos, ainda em um estágio inicial de sua formação profissional e sem a mesma bagagem de experiências.

Consequências para a Seleção Brasileira

Essa dinâmica não apenas afeta a qualidade técnica dos laterais que permanecem no Brasil, mas também gera um vácuo de talentos experientes para a Seleção Brasileira. As dificuldades de Carlo Ancelotti para definir os titulares nas laterais são um reflexo direto dessa realidade, evidenciadas por seus múltiplos testes e pela consideração do zagueiro Éder Militão na função para dar mais solidez defensiva à equipe. A ironia da situação, onde 'o melhor lateral é um zagueiro', como apontado por Dolzan, sublinha a gravidade da crise na posição.

O Desafio de Carlo Ancelotti para a Seleção

O futebol brasileiro, berço histórico de laterais lendários como Cafu e Roberto Carlos, enfrenta uma crise significativa no setor, marcada pela crescente presença de jogadores estrangeiros. Atualmente, 14 dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro contam com pelo menos um lateral de fora do país em seus elencos, com a janela de transferências trazendo novos nomes como Román Gómez (Bahia), Ángelo Preciado (Atlético-MG) e Pedro Milans (Corinthians). Essa tendência não se restringe à quantidade; esses atletas, a exemplo dos uruguaios Guillermo Varela (Flamengo) e Joaquín Piquérez (Palmeiras), assumem papéis fundamentais e de destaque.

A principal causa dessa crise reside na saída precoce de jovens talentos brasileiros rumo à Europa, antes de atingirem a plena maturidade e desenvolvimento técnico-tático. O jornalista Marcio Dolzan, do portal 'Lance!', destaca que os clubes brasileiros intensificam a contratação de estrangeiros, enquanto os laterais nacionais são negociados muito jovens, 'ainda não prontos'. Ele argumenta que, no exterior, esses jogadores são treinados em 'escolas diferentes' da brasileira, que priorizam seu potencial defensivo, divergindo do tradicional lateral ofensivo do Brasil. Isso contrasta com o histórico de Cafu, que chegou à Europa aos 24 anos com diversos títulos e experiência, enquanto atletas como Caio Henrique partem para o Velho Continente aos 18 anos.

O Desafio de Carlo Ancelotti para a Seleção

A carência de laterais brasileiros consolidados impõe um grande desafio ao técnico Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, especialmente com a Copa do Mundo se aproximando. Desde sua estreia, Ancelotti tem promovido uma série de testes em ambas as laterais. No lado esquerdo, opções como Caio Henrique, Alex Sandro e Douglas Santos foram avaliadas. Na direita, Paulo Henrique, Vanderson, Vitinho e Wesley tiveram oportunidades. A gravidade da situação foi evidenciada pela escalação do zagueiro Éder Militão na lateral direita, uma medida que o treinador justificou como uma forma de 'dar mais solidez defensiva à equipe'. A ironia da situação é pontuada por Dolzan, que conclui: 'O melhor lateral é um zagueiro'.

Falta de Interesse na Base e o Papel do Brasil como Vitrine

Fonte: https://www.estadao.com.br

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