A polêmica envolvendo a arbitragem brasileira ganhou um novo capítulo com a atuação da árbitra Daiane Muniz. Conhecida por sua participação no VAR do recente Choque-Rei entre Palmeiras e São Paulo, onde não marcou um possível pênalti por toque no braço de Gustavo Gómez, Daiane esteve novamente no centro das atenções ao anular um gol em uma partida da Conmebol Libertadores.
Relembre o Choque-Rei e a Decisão de Daiane Muniz
No clássico paulista, a não marcação de um pênalti para o São Paulo, em um lance onde a bola tocou o braço do zagueiro palmeirense Gustavo Gómez, gerou intensa repercussão e críticas à arbitragem. A decisão de Daiane Muniz, que estava no comando do VAR, foi amplamente questionada pela torcida tricolor e por analistas de arbitragem, levantando debates sobre a consistência na aplicação das regras.
Novo Capítulo na Libertadores: Gol Anulado por Toque na Mão
O cenário para a nova controvérsia foi o duelo entre Carabobo-VEN e Sporting Cristal-PER, pela fase preliminar da Libertadores, com arbitragem de Ramon Abatti Abel e Daiane Muniz no VAR. Aos 25 minutos do primeiro tempo, Felipe Vizeu, ex-Flamengo, marcou o que seria o segundo gol do Sporting Cristal. No entanto, Daiane Muniz solicitou que Abatti Abel revisasse o lance no monitor. Após a checagem, o árbitro principal confirmou que a bola havia tocado o braço do jogador brasileiro Cristiano Silva na origem da jogada, resultando na anulação do gol. A decisão chamou a atenção e reacendeu o debate sobre a falta de critério, uma vez que a árbitra indicou falta por toque na mão neste jogo, mas não a penalidade no Choque-Rei em uma situação percebida como similar.
A Memória da Web e a Acusação de Falta de Critério
Antes mesmo do incidente na Libertadores, diversos perfis nas redes sociais já haviam resgatado lances anteriores, considerados semelhantes ao de Gustavo Gómez, onde infrações foram marcadas, inclusive com auxílio do VAR. Um exemplo citado por torcedores foi uma partida do Brasileirão do ano passado, entre Palmeiras e Ceará, no Allianz Parque. Na ocasião, a bola tocou o braço de um zagueiro do Ceará, e o VAR assinalou pênalti para o Palmeiras, que resultou em gol de Flaco López e ajudou na virada da equipe. Essas comparações reforçam a percepção de que há uma inconsistência na aplicação das regras por parte da arbitragem brasileira.
O Que Diz a Regra da FIFA Sobre o Toque na Mão
A FIFA possui diretrizes claras para a marcação de infrações por toque na mão ou braço, visando padronizar as decisões, embora a interpretação ainda gere controvérsias. A falta deve ser marcada em situações como toques intencionais, movimentos dos membros superiores em direção à bola, braços fora da linha do corpo ou acima da linha do ombro, uso dos membros para ampliar a área de contato do corpo, ou quando um gol é marcado ou uma chance clara de gol é criada imediatamente após o toque. Por outro lado, a falta não deve ser marcada em toques acidentais com o membro junto ao corpo ou em posições naturais de movimento, toques após desvio em outra parte do corpo do mesmo atleta, ou quando os membros superiores estão no chão como suporte.





