Em uma reveladora entrevista ao Charla Podcast, Marcos Braz, ex-dirigente do Flamengo, abriu o jogo sobre os bastidores da relação com o meio-campista Gerson, atualmente no Cruzeiro, e a influência decisiva de seu pai e empresário, Marcão. Braz apontou Marcão como figura central não apenas nas decisões da carreira do jogador, mas também nas turbulências que marcaram sua trajetória no clube carioca.
A Influência do Pai nas Decisões
Na visão do ex-dirigente, a forma como Marcão conduzia as negociações, sempre com foco em obter o maior retorno financeiro possível, acabava criando um ambiente de instabilidade. Braz afirmou que esse cenário era previsível, com a constante movimentação e as tratativas incessantes que, em algum momento, levariam os problemas à tona.
Acordos Cumpridos, Mas Desgaste Constante
Ao relembrar o período de trabalho com o estafe de Gerson no Flamengo, Braz fez questão de frisar que todos os acordos foram cumpridos. Contudo, ele descreveu o dia a dia como “desgastante”, especialmente diante das pressões por renovações contratuais e das frequentes propostas de outros clubes. “Tudo que ele tratou comigo, ele cumpriu. O problema é que ele se expõe muito. E quando você reduz a multa, começa a não dar paz. Sempre tem uma proposta, sempre tem movimentação. Isso vira um inferno”, declarou Braz, ilustrando a complexidade da situação.
O Impacto na Carreira e a Copa de 2026
Marcos Braz foi enfático ao afirmar que as escolhas de Gerson e seu pai podem ter custado ao jogador a maior oportunidade de sua vida: a chance de disputar a Copa do Mundo de 2026. “Acho que ele perdeu a Copa. Não dá para dizer que iria, mas estava em um momento bom. Esse vai e volta tirou ele da disputa”, finalizou o ex-dirigente, sublinhando como a inconstância na carreira do atleta pode ter comprometido suas aspirações na seleção brasileira.





