O Flamengo conquistou uma vitória por 2 a 1 sobre o Vitória na noite desta terça-feira (10), no Barradão, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Apesar do resultado positivo, a atuação da equipe carioca foi marcada pela pressão imposta pelo time mandante, levando o técnico Filipe Luís a descrever o cenário com a frase: “Soubemos sofrer”.
A Vitória com ‘Sofrimento’
O confronto no Barradão se desenrolou de forma bem diferente da goleada tranquila por 7 a 1 contra o Sampaio Corrêa, pelo Campeonato Carioca, que havia mostrado um Flamengo com “refino técnico” superior. Filipe Luís explicou que a ausência de muitos jogadores daquela partida, somada às condições do gramado e à postura aguerrida do adversário, impediu o Rubro-Negro de impor seu ritmo habitual.
Mesmo sob pressão, o Flamengo abriu o placar aos 15 minutos do primeiro tempo com um golaço de Pulgar, que acertou uma bomba de fora da área no ângulo do goleiro Gabriel. A vantagem foi ampliada ainda na etapa inicial, quando Léo Ortiz demonstrou inteligência ao cobrar uma falta rapidamente, lançando Everton Cebolinha. O atacante dominou com calma, girou e finalizou forte para o fundo da rede, interrompendo um momento de maior domínio do time baiano.
Análise do Jogo e Estratégia
Em entrevista coletiva, o treinador detalhou a percepção da comissão técnica sobre a partida. “Nosso refino técnico foi muito melhor no Maracanã (contra o Sampaio Corrêa), mas a maioria dos jogadores daquele jogo não estavam hoje. Por causa das condições do gramado e da postura do adversário, não conseguimos impor esse refino, acabamos sofrendo. Mesmo assim, soubemos sofrer no primeiro tempo, fomos com um resultado muito positivo para a segunda etapa. No segundo tempo, no nosso melhor momento, tomamos o gol que deixou tudo em aberto”, afirmou Filipe Luís.
O Caso Lucas Paquetá
Outro ponto abordado pelo técnico foi a atuação de Lucas Paquetá. Recém-contratado junto ao West Ham, o meio-campista disputou seu quarto jogo pelo Flamengo e teve mais uma performance discreta atuando na meia-direita. Filipe Luís, no entanto, defendeu a escolha tática e projetou a evolução do jogador.
“Optamos por trazer o Paquetá para que ele jogue na meia. Quando ele chegou, tínhamos seis volantes, agora temos cinco, com a saída do Allan (para o Corinthians). Não precisávamos de volantes. Ele está jogando como meia, aberto pela direita. É a posição em que ele jogou no West Ham e em vários momentos na carreira”, revelou o treinador. Ele acrescentou que Paquetá precisará marcar como um extremo em algumas situações, e que a estratégia de pressão alta com o jogador não se encaixou devido a “constantes erros” da equipe. “É uma evolução constante, tenho certeza que ele vai voltar ao nível dele”, completou o técnico, expressando confiança no potencial do atleta.





