A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) criticou veementemente a decisão da FIFA de absolver o atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, permitindo que ele jogue contra a Bélgica nesta segunda-feira (06), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Balogun havia sido expulso na vitória sobre a Bósnia e Herzegovina e, segundo as regras citadas pelos belgas, deveria cumprir suspensão automática na partida seguinte. A liberação do jogador, que é um dos principais nomes do ataque estadunidense, gerou surpresa e indignação na federação belga, que vê uma contradição flagrante nas normativas da própria FIFA. A decisão foi inclusive comemorada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
A Polêmica Decisão da FIFA
A FIFA baseou a liberação de Balogun no artigo 27 do seu Código Disciplinar. Este dispositivo permite que o Comitê Disciplinar suspenda a aplicação de uma sanção já imposta, estabelecendo que a punição fique suspensa por um período probatório de um ano. Caso haja reincidência em infração semelhante durante este período, a suspensão original poderá ser aplicada. A reviravolta na situação de Balogun ocorreu na véspera do confronto eliminatório, após ele ter recebido o cartão vermelho, inicialmente, após revisão do VAR na partida contra a Bósnia e Herzegovina, o que o tiraria do jogo seguinte.
A Contradição Apontada pela Bélgica
A federação belga manifestou sua perplexidade diante da interpretação da FIFA, apontando uma contradição com outras regras disciplinares. Em nota oficial, a RBFA citou o artigo 66.4 do Código Disciplinar, que estabelece que um cartão vermelho gera suspensão automática para a partida seguinte da equipe. Além disso, a entidade mencionou o artigo 10.5 do regulamento da Copa do Mundo de 2026, que afirma claramente que um jogador expulso por cartão vermelho direto ou indireto é automaticamente suspenso da partida seguinte. A Bélgica reforça que essa mesma regra foi reiterada em uma circular enviada a todas as associações participantes em 12 de maio de 2026.
Implicações para o Duelo e o Fair Play
O confronto entre Estados Unidos e Bélgica está marcado para as 21h (horário de Brasília) desta segunda-feira, em Seattle, nos Estados Unidos. A presença de Balogun, figura central no esquema ofensivo estadunidense, é vista como um fator desequilibrante pelos belgas. A reclamação da federação belga vai além do jogo em questão; para a RBFA, a decisão da FIFA abre um perigoso precedente sobre a aplicação de suspensões automáticas em partidas de mata-mata da Copa. A entidade afirmou estar “surpreendida” e que está avaliando “todas as opções potenciais” para proteger o fair play e a integridade das regras do torneio, que, segundo ela, vêm sendo reforçadas nas reuniões de coordenação e apresentações oficiais.
Repercussão e Próximos Passos
Enquanto a Federação de Futebol dos Estados Unidos aceitou a decisão do Comitê Disciplinar da FIFA sem questionamentos, a Bélgica não detalhou quais medidas pode adotar antes da partida. A postura da RBFA indica uma preocupação em manter a coerência das regras e evitar que decisões pontuais comprometam a transparência e a justiça esportiva em futuras fases eliminatórias de grandes competições. A polêmica promete adicionar mais tensão a um já aguardado duelo das oitavas de final.




