João Fonseca está de volta às quadras, iniciando a reta final de sua preparação para o US Open. Após quase um mês de inatividade desde sua última partida em Wimbledon, o tenista brasileiro retorna para uma sequência desafiadora em quadras duras, com o objetivo de ganhar ritmo e confiança para o último Grand Slam da temporada.
A Volta e os Próximos Desafios
A agenda de Fonseca começa neste domingo, 2 de agosto, com a disputa do Masters 1000 de Montreal. Na sequência, em 13 de agosto, ele segue para o Masters 1000 de Cincinnati. Ambos os torneios são cruciais para sua adaptação e desempenho no piso duro, a mesma superfície do US Open.
Sua última aparição foi em 3 de julho, quando foi superado por Roman Safiullin em Wimbledon. Após a eliminação, Fonseca optou por um período de descanso e retornou ao Rio de Janeiro para intensificar os treinos e focar nos próximos compromissos da temporada norte-americana.
Oportunidade em Montreal: Um Torneio com Desfalques de Peso
O Masters 1000 de Montreal apresenta um cenário favorável para Fonseca. O torneio inicia com a ausência de vários nomes de peso, como Jannik Sinner (atual número 1 do mundo), Jack Draper, Carlos Alcaraz (ainda se recuperando de lesão no punho) e Novak Djokovic. Com isso, Alexander Zverev assume a condição de cabeça de chave número 1, seguido por Taylor Fritz.
Fonseca entra no torneio como o 24º cabeça de chave, uma posição que reflete seu 27º lugar no ranking da ATP e que pode lhe proporcionar um caminho potencialmente menos árduo nas primeiras rodadas. O piso duro, característico de Montreal, é uma superfície onde o brasileiro já demonstrou grande potencial, como suas vitórias no Challenger de Camberra em janeiro e sobre Andrey Rublev no US Open, onde avançou à segunda rodada. Além disso, Fonseca é campeão juvenil do US Open, o que faz de Nova York um palco especial em sua trajetória.
Retrospecto nos Masters 1000: Um Histórico de Superação
A melhor campanha de João Fonseca em um Masters 1000 aconteceu em Monte Carlo, no saibro, no ano de 2026. Naquela ocasião, o brasileiro superou Gabriel Diallo e Arthur Rinderknech, antes de protagonizar uma vitória expressiva sobre Matteo Berrettini, ex-top 6 do mundo, com parciais de 6/3 e 6/2 nas oitavas de final. Essa performance o tornou o tenista mais jovem desde Rafael Nadal a alcançar as quartas de final em Monte Carlo, onde foi parado por Alexander Zverev.
Seu histórico recente em Masters 1000 também inclui derrotas para jogadores do top 3: Sinner em Indian Wells e Alcaraz no Miami Open, mostrando que o brasileiro tem sido testado contra os melhores. Em 2025, Fonseca chegou à terceira rodada em Cincinnati, enquanto em Montreal, na mesma temporada, foi eliminado na primeira rodada. Agora, com a experiência e a condição de cabeça de chave, ele busca reverter o retrospecto e avançar ainda mais no Canadá.



