A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), que representa 55 países, anunciou nesta quinta-feira (30/07) uma ruptura com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) e a não participação em competições organizadas pela entidade máxima do futebol mundial, incluindo a Copa do Mundo.
A drástica decisão surge como um protesto veemente da UEFA contra o plano do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de vender uma participação minoritária dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados. A negociação é avaliada em cerca de 20 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 102 bilhões).
Entre os potenciais interessados nesta aquisição estaria a Thrive Eternal, uma empresa liderada por Joshua Kushner. Joshua é irmão de Jared Kushner, genro do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que adiciona uma camada de complexidade e interesse ao negócio.
Em um comunicado emitido após uma reunião de emergência por videoconferência, a UEFA foi categórica: “A UEFA e suas associações nacionais não participarão das competições da Fifa”. A entidade europeia reiterou sua rejeição “unânime e inequívoca” ao projeto de Infantino, afirmando que “A Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento” e que “A Copa do Mundo não está à venda”.




