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Tiquinho retorna ao Botafogo: como a chegada do atacante esquenta

A volta de Tiquinho ao Botafogo promete agitar o cenário ofensivo do clube, especialmente com a proximidade de confrontos decisivos no Campeonato Brasileiro. Sob o comando do técnico interino Rodrigo Bellão, o Glorioso se prepara para enfrentar o Flamengo no Maracanã, no próximo domingo (30), e o Palmeiras, no Estádio Nilton Santos, na semana seguinte (6). O retorno de Tiquinho, que assinou contrato até o fim da temporada com metas de desempenho, intensifica a disputa por uma vaga no ataque e coloca pressão sobre Cabral, centroavante que atravessa um momento delicado e tem sido alvo de críticas.

O Desafio de Cabral e a Missão de Tiquinho

Cabral, camisa 99, chegou ao Botafogo em 2025 vindo do futebol europeu (Benfica) por R$ 95 milhões, ostentando uma ‘grife’ que o colocaria, em condições normais, como a primeira opção. Contudo, o futebol é imprevisível. O atacante foi expulso de forma infantil contra o Vitória e, no jogo seguinte pela Copa Sul-Americana contra o Cienciano (PER), desperdiçou uma chance inacreditável na pequena área, gerando a ira da torcida. Sua marca de sete gols no Brasileirão, aliás, é o número que Tiquinho precisa alcançar para estender seu contrato até meados de 2027.

Tiquinho, ex-Porto e com passagens pelo Velho Continente, também não chega em seu melhor momento. São 230 dias sem balançar as redes, após passagens frustrantes por Santos e Mirassol. No entanto, o novo camisa 9 tem a seu favor a simpatia de parte da torcida, a identificação com o clube e uma motivação extra para iniciar um novo ciclo no Mais Tradicional.

Apesar do momento, Tiquinho fez questão de defender o companheiro durante sua apresentação na última quinta-feira (27), no Estádio Nilton Santos. “Cabral é meu fechamento. Já o conheço há muito tempo. Quem assiste futebol de verdade sabe o seu valor. Não é um cara que caiu aqui de paraquedas. É renomado no futebol. Além de ser meu conterrâneo, é meu amigo. Só vi dois jogadores que não passaram por fase ruim: Cristiano Ronaldo e Messi. Estou aqui para ajudá-lo no que for preciso”, declarou Tiquinho.

Uma Dupla no Ataque?

A possibilidade de Tiquinho e Cabral atuarem juntos também foi aventada pelo recém-chegado. “Já joguei com o Igor Jesus, que fazia tanto o “9”, quanto uma função mais recuada. Em 2024, muitas vezes fui um “10”, porque era o que o treinador pedia. Cabral é mais jogador de área, enquanto eu tenho mobilidade para sair, buscar a bola e gerar espaço para os companheiros. Não vejo problema em atuarmos juntos”, comparou o novo centroavante da Estrela Solitária, indicando uma possível flexibilidade tática para Bellão.

Outras Opções para o Setor Ofensivo

Além da dupla, a comissão técnica ainda conta com outras opções para o ataque. Pereira, que cedeu a camisa 9 a Tiquinho, tem sido titular nos últimos jogos e já marcou. Kadir, cria da base, é uma alternativa para o segundo tempo desde a segunda metade de 2025. Emanuel, outra Joia do Bairro, ascendeu com Franclim Carvalho e já soma um gol em três partidas, completando o leque de atacantes à disposição.

O Dilema da Finalização de Bellão

Antes de definir a melhor formação, Bellão enfrenta um desafio coletivo: a dificuldade do time em converter as chances criadas em gol. “Precisamos de alguns ajustes no setor ofensivo. Não gosto de individualizar o problema, sabe? Parte do meu trabalho é conseguir fazer com que a nossa equipe crie oportunidades. Foram 33 finalizações (contra o Paranaense) e não só de dois centroavantes. Foram de meio-campistas, de extremos, de atacantes, meias e até de zagueiro, por exemplo”, ilustrou o treinador, ressaltando a necessidade de um desempenho mais eficaz de todo o conjunto.

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