O Santos Futebol Clube está novamente na mira da Federação Internacional de Futebol (FIFA) devido a pendências financeiras relacionadas à aquisição de dois zagueiros. Os clubes León, do México, e Spartak Moscou, da Rússia, acionaram a entidade máxima do futebol para cobrar valores atrasados pelas transferências de Adonis Frías e Alexis Duarte, respectivamente, o que pode gerar novas restrições ao Peixe no mercado de transferências.
Decisão da FIFA no caso Adonis Frías
A situação envolvendo o zagueiro Adonis Frías, que deixou o Santos em agosto para o Atlas, já teve um desfecho na FIFA. A dívida refere-se à segunda parcela, no valor de 1 milhão de dólares, da negociação que custou 4 milhões de dólares ao Santos. O León alegou que o prazo de pagamento venceu em janeiro e não foi cumprido.
No processo, o Santos reconheceu a dívida e solicitou uma revisão dos encargos. A FIFA acatou parcialmente o pedido, reduzindo os juros anuais de 15% para 12%, além de determinar o pagamento de 25 mil dólares para cobrir as despesas processuais. Os mexicanos haviam pleiteado uma multa adicional de 150 mil dólares pelo atraso, que não foi concedida.
Alexis Duarte: Dívida maior e dupla cobrança
O caso de Alexis Duarte, que segue no elenco santista mas está afastado por uma grave lesão no joelho, representa uma dívida de montante ainda maior. A negociação com o Spartak Moscou foi fechada em 3,8 milhões de dólares (após desconto do mecanismo de solidariedade da FIFA), a ser quitada em três parcelas.
A primeira parcela, de 950 mil dólares, está em aberto desde setembro do ano passado. O Santos solicitou um novo prazo, alegando aguardar recursos de outra transferência, mas não honrou o compromisso. Com o não pagamento, o Spartak Moscou levou o caso à FIFA em junho, cobrando não apenas a primeira parcela, mas também a segunda, que venceu em fevereiro. O clube russo exige o montante pendente, uma multa contratual de 3% e juros de 15% ao ano.
Impacto e Futuro do Santos
As cobranças na FIFA representam um desafio significativo para o Santos, que já enfrentou sanções de transferências em outras ocasiões. O não cumprimento dessas obrigações financeiras pode resultar em novos “transfer bans”, impedindo o clube de registrar novos jogadores, em um momento crucial para a reestruturação do elenco e o planejamento de futuras temporadas.





